Amenorreia Secundária: Diagnóstico e Investigação Inicial

HFASP - Hospital de Força Aérea de São Paulo — Prova 2021

Enunciado

Uma mulher de 38 anos, IVG IIP normais IP cesariana, IA, casada, diabética controlada com metformina 500 mg ao dia, IMC (Índice de massa corpórea) 26, em uso de fluoxetina por quadro de depressão, chega à unidade básica de saúde referindo ausência de menstruação por 03 meses após sempre ter apresentado ciclos menstruais normais. Traz um exame de Beta hcg analisado em sangue, cujo resultado é negativo (colhido há 03 djas). O médico generalista deve solicitar:

Alternativas

  1. A) FSH, LH e realizar o teste de progesterona oral
  2. B) Prolactina, TSH e teste de progesterona oral
  3. C) Progesterona, TSH, ultrassonografia transvaginal
  4. D) Estradiol, FSH, ultrassonografia transvaginal

Pérola Clínica

Amenorreia secundária + Beta-hCG negativo → investigar causas endócrinas: Prolactina, TSH, e teste de progesterona.

Resumo-Chave

Em casos de amenorreia secundária com teste de gravidez negativo, a investigação inicial deve focar nas causas endócrinas mais comuns e facilmente rastreáveis, como disfunções tireoidianas (TSH) e hiperprolactinemia (Prolactina), antes de prosseguir para testes mais complexos. O teste de progesterona avalia a presença de estrogênio endógeno e a integridade do trato de saída.

Contexto Educacional

A amenorreia secundária é definida como a ausência de menstruação por 3 ciclos consecutivos ou 6 meses em mulheres que já menstruaram regularmente. É uma queixa comum na prática ginecológica e requer uma investigação sistemática. A exclusão de gravidez é sempre o primeiro passo, seguida pela avaliação de causas endócrinas e anatômicas. A investigação da amenorreia secundária, após um Beta-hCG negativo, deve focar nas causas mais prevalentes e tratáveis. A dosagem de Prolactina é essencial para identificar hiperprolactinemia, que pode ser causada por adenomas hipofisários, uso de medicamentos (como a fluoxetina mencionada na questão) ou hipotireoidismo. O TSH é fundamental para rastrear disfunções tireoidianas, que afetam o ciclo menstrual. O teste de progesterona oral é um passo diagnóstico importante para avaliar a presença de estrogênio endógeno e a integridade do trato de saída, ajudando a diferenciar entre anovulação crônica e deficiência estrogênica. A abordagem diagnóstica deve ser escalonada, começando com exames simples e avançando para investigações mais complexas (como FSH, LH, Estradiol, ultrassonografia pélvica) se as causas iniciais forem descartadas. O tratamento dependerá da etiologia subjacente, podendo incluir correção de disfunções hormonais, ajuste de medicamentos ou, em casos raros, intervenção cirúrgica.

Perguntas Frequentes

Quais são os primeiros passos na investigação da amenorreia secundária?

Após descartar a gravidez com um Beta-hCG negativo, os primeiros passos incluem a dosagem de Prolactina e TSH para investigar hiperprolactinemia e disfunções tireoidianas, respectivamente.

Para que serve o teste de progesterona na amenorreia?

O teste de progesterona oral (comprimido) avalia a presença de estrogênio endógeno e a capacidade do endométrio de responder à progesterona. Um sangramento após a retirada da progesterona indica que há estrogênio e um trato de saída pérvio.

Quais condições podem causar amenorreia secundária além da gravidez?

Além da gravidez, as causas mais comuns de amenorreia secundária incluem disfunções hipotalâmicas (estresse, exercício excessivo), hiperprolactinemia, disfunções tireoidianas (hipo ou hipertireoidismo), síndrome dos ovários policísticos (SOP) e falência ovariana prematura.

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