UERJ/HUPE - Hospital Universitário Pedro Ernesto (RJ) — Prova 2020
Paciente em amenorreia secundária é submetida ao teste de estrogênio e progesterona que não resultou em sangramento. Nesse caso, a possível causa da amenorreia é a síndrome de:
Amenorreia secundária + teste E+P negativo → Síndrome de Asherman (problema endometrial/trato de saída).
O teste de estrogênio e progesterona avalia a capacidade do endométrio de responder aos hormônios. Se não há sangramento após a administração de estrogênio e progesterona, isso indica que o problema não é hormonal, mas sim uma falha do endométrio ou uma obstrução do trato de saída, como na Síndrome de Asherman.
A amenorreia secundária é definida como a ausência de menstruação por três ciclos consecutivos ou por seis meses em mulheres que já menstruaram. A investigação da amenorreia secundária é um processo sistemático que envolve a exclusão de gravidez e a avaliação dos níveis hormonais e da anatomia do trato reprodutivo. O teste de estrogênio e progesterona é uma ferramenta diagnóstica crucial para diferenciar as causas da amenorreia. O teste de estrogênio e progesterona é realizado administrando-se estrogênio por um período (para proliferar o endométrio) seguido de progesterona (para induzir a descamação). Se houver sangramento após a retirada da progesterona, isso indica que o endométrio é responsivo e que há um trato de saída pérvio, sugerindo uma causa hormonal (ex: anovulação crônica, hipogonadismo hipogonadotrófico). No entanto, se não houver sangramento após o teste, como no caso da questão, isso aponta para um problema no endométrio ou no trato de saída. A Síndrome de Asherman é a principal causa de amenorreia secundária com um teste de estrogênio e progesterona negativo. Caracteriza-se pela presença de sinéquias ou aderências intrauterinas, que podem ser causadas por curetagens uterinas, cirurgias uterinas ou infecções. Essas aderências impedem a resposta do endométrio aos hormônios, resultando em amenorreia. O diagnóstico é confirmado por histeroscopia ou histerossalpingografia, e o tratamento envolve a lise das aderências.
O teste de estrogênio e progesterona é realizado para avaliar a integridade do endométrio e a presença de estrogênio endógeno. Primeiro, administra-se estrogênio para proliferar o endométrio, seguido por progesterona para induzir a descamação. A ocorrência de sangramento indica um trato de saída e endométrio funcionais.
A Síndrome de Asherman é caracterizada pela formação de sinéquias (aderências) intrauterinas, geralmente após trauma endometrial (curetagem, cirurgia uterina, infecção). Essas aderências impedem a proliferação e descamação normal do endométrio, resultando em amenorreia ou hipomenorreia.
Um teste E+P negativo (sem sangramento) sugere que o problema não é a falta de hormônios ovarianos (como na Síndrome de Sheehan ou Kallmann, onde haveria sangramento se o endométrio estivesse intacto), mas sim uma falha do endométrio ou obstrução do trato de saída.
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