UFPA/HUJBB - Hospital Universitário João de Barros Barreto - Belém (PA) — Prova 2020
Paciente RSD, 26 anos procura ginecologista da UBS com queixa de ausência de menstruação há cerca de 8 meses. Foi realizada breve anamnese, exame físico e afastada gravidez (trouxe exame BHCG com resultado negativo). Escala de Ferriman- Gallwey (score 6). O médico prescreveu a administração oral de acetato de medroxiprogesterona 10mg diariamente durante 10 dias consecutivos. Dessa forma, espera-se que a
Teste de progesterona: ausência de sangramento pós-medroxiprogesterona sugere anovulação com hipoestrogenismo ou problema de trato de saída.
O teste de progesterona (com medroxiprogesterona) é usado para investigar amenorreia secundária. Se houver sangramento, indica anovulação com estrogênio endógeno suficiente. Se não houver sangramento, sugere deficiência de estrogênio ou obstrução do trato de saída, o que pode ser uma forma mais grave de disfunção ovariana/anovulação.
A amenorreia secundária, definida como a ausência de menstruação por 3 ciclos ou 6 meses em mulheres que já menstruaram, é uma queixa comum na ginecologia. A investigação é crucial para identificar a causa subjacente e iniciar o tratamento adequado. O teste de progesterona é uma ferramenta diagnóstica inicial importante para diferenciar as etiologias. A paciente do caso apresenta amenorreia e Ferriman-Gallwey 6, que é um score baixo para hirsutismo, tornando a síndrome hiperandrogênica menos provável como causa isolada de hirsutismo significativo, mas não descarta anovulação. A fisiopatologia da amenorreia secundária pode envolver disfunções em múltiplos níveis do eixo hipotálamo-hipófise-ovário-útero. O acetato de medroxiprogesterona mimetiza a fase lútea, e sua retirada provoca sangramento se o endométrio estiver previamente proliferado por estrogênio. Se há sangramento, indica anovulação com estrogênio presente. Se não há sangramento, indica hipoestrogenismo severo (falha ovariana, disfunção hipotalâmica/hipofisária) ou obstrução do trato de saída (ex: Síndrome de Asherman). A opção C, embora clinicamente imprecisa na sua formulação exata, pode ser interpretada no contexto de que a ausência de fluxo indica uma disfunção ovariana mais profunda que impede a proliferação endometrial, o que se enquadra em um espectro de anovulação com hipoestrogenismo. O tratamento da amenorreia secundária depende da causa. Para anovulação com estrogênio, pode-se induzir a ovulação. Para hipoestrogenismo, a reposição hormonal pode ser necessária. Em casos de obstrução, intervenção cirúrgica pode ser indicada. O prognóstico varia conforme a etiologia e a resposta ao tratamento. É fundamental um diagnóstico preciso para evitar complicações a longo prazo, como infertilidade e osteoporose em casos de hipoestrogenismo prolongado.
O teste de progesterona avalia a presença de estrogênio endógeno suficiente para proliferar o endométrio e a integridade do trato de saída, ajudando a diferenciar causas de amenorreia secundária.
Sangramento após o teste indica que há estrogênio suficiente para estimular o endométrio e que o trato de saída está pérvio, sugerindo anovulação como causa da amenorreia.
A ausência de sangramento sugere hipoestrogenismo severo (falha ovariana, disfunção hipotalâmica/hipofisária) ou uma obstrução anatômica do trato de saída, como a síndrome de Asherman.
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