HOB - Hospital Oftalmológico de Brasília (DF) — Prova 2022
Uma paciente de 28 anos de idade, G2P0A2, procura o ginecologista por ausência de menstruação há sete meses. Após exames laboratoriais básicos dentro da normalidade, foi submetida aos seguintes testes: I. estímulo com progestágeno: ausência de sangramento;eII. estímulo com estrogênio + progestágeno: ausência de sangramento.Com base no caso clínico apresentado, julgue o item.A hipótese diagnóstica provável para o caso é síndrome de Asherman.
Amenorreia + Teste progesterona (-) + Teste estrogênio/progesterona (-) → Síndrome de Asherman.
A ausência de sangramento após estímulo com progestágeno (teste de progesterona negativo) e, subsequentemente, após estímulo com estrogênio e progestágeno (teste de estrogênio-progesterona negativo), sugere uma falha no endométrio ou no trato de saída, sendo a Síndrome de Asherman (sinéquias uterinas) uma causa comum após curetagens.
A amenorreia secundária, definida como a ausência de menstruação por um período de tempo equivalente a três ciclos menstruais prévios ou seis meses em mulheres com ciclos irregulares, é um desafio diagnóstico na ginecologia. A investigação envolve a exclusão de gravidez e a avaliação dos níveis hormonais, seguida por testes de estímulo para identificar a causa subjacente. A Síndrome de Asherman é uma causa importante de amenorreia secundária, especialmente em pacientes com histórico de procedimentos intrauterinos. A sequência de testes hormonais é crucial para o diagnóstico diferencial. O teste de progesterona (administração de progestágeno) avalia a presença de estrogênio endógeno suficiente para proliferar o endométrio. Se houver sangramento após a retirada do progestágeno, indica um endométrio responsivo e estrogênio adequado. A ausência de sangramento, como no caso, sugere deficiência de estrogênio ou um problema no endométrio/trato de saída. Quando o teste de progesterona é negativo, realiza-se o teste de estrogênio e progestágeno. A ausência de sangramento após este segundo teste, que fornece estrogênio exógeno para proliferar o endométrio e progestágeno para induzir a descamação, indica que o problema reside no endométrio em si ou no trato de saída, impedindo o sangramento. A Síndrome de Asherman, caracterizada por sinéquias intrauterinas (aderências), é a principal hipótese diagnóstica nesse cenário, frequentemente associada a curetagens uterinas prévias.
A Síndrome de Asherman é caracterizada pela formação de sinéquias (aderências) intrauterinas, que podem ser causadas por traumas no endométrio, mais comumente após curetagens uterinas (pós-aborto ou pós-parto), cirurgias uterinas ou infecções.
O teste de progesterona avalia se há estrogênio endógeno suficiente para proliferar o endométrio. Se negativo, indica deficiência de estrogênio ou problema no endométrio. O teste de estrogênio-progesterona, se negativo, sugere um problema no endométrio ou no trato de saída, como sinéquias uterinas.
As principais manifestações incluem amenorreia (ausência de menstruação), hipomenorreia (menstruação escassa), infertilidade e abortos de repetição, devido à alteração da cavidade uterina.
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