Amenorreia Secundária: Guia de Investigação Inicial

UNAERP - Universidade de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2022

Enunciado

Paciente 32 anos, em amenorreia secundária há 3 meses, sem demais queixas, com teste de gravidez negativo, com exame físico normal, deverá seguir um protocolo de investigação que consiste em

Alternativas

  1. A) fazer ultrassom transvaginal para afastar malformações mullerianas.
  2. B) fazer ressonância magnética do sistema nervoso central para afastar prolactinoma hipofisário.
  3. C) realizar dosagem de prolactina e teste de progestagênio.
  4. D) dosagem de FSH e LH.
  5. E) dosagem de TSH e marcadores de doença tireoidiana autoimune.

Pérola Clínica

Amenorreia secundária (gravidez excluída) → iniciar investigação com prolactina e teste de progestagênio.

Resumo-Chave

Após excluir gravidez, a investigação da amenorreia secundária deve começar com a dosagem de prolactina para afastar hiperprolactinemia e o teste de progestagênio para avaliar a presença de estrogênio endógeno e a patência do trato de saída. Esses passos iniciais ajudam a direcionar a investigação para causas hipotalâmicas, hipofisárias ou ovarianas.

Contexto Educacional

A amenorreia secundária, definida como a ausência de menstruação por três ciclos consecutivos ou por seis meses em mulheres que já menstruaram, é uma queixa comum na ginecologia. A investigação deve ser sistemática e seguir um protocolo bem estabelecido para identificar a causa subjacente, que pode variar de condições fisiológicas a patologias graves. O primeiro e mais importante passo é sempre excluir a gravidez. Após a exclusão da gravidez, a investigação inicial foca em duas frentes principais: a dosagem de prolactina e a realização do teste de progestagênio. A hiperprolactinemia, que pode ser causada por adenomas hipofisários ou uso de medicamentos, é uma causa comum de amenorreia e deve ser prontamente identificada. O teste de progestagênio, por sua vez, fornece informações valiosas sobre a presença de estrogênio endógeno e a integridade do trato de saída uterino. Um sangramento de privação positivo após o progestagênio sugere anovulação crônica com estrogênio presente (ex: SOP), enquanto um teste negativo indica deficiência de estrogênio ou problema no trato de saída (ex: Síndrome de Asherman). A partir dos resultados desses exames iniciais, a investigação pode ser direcionada para dosagens de FSH, LH, TSH, exames de imagem como ultrassonografia transvaginal ou ressonância magnética, conforme a suspeita clínica. Uma abordagem sequencial e lógica é crucial para um diagnóstico preciso e um tratamento adequado, sendo um tema recorrente em provas de residência.

Perguntas Frequentes

Qual o primeiro passo na investigação da amenorreia secundária?

O primeiro passo é sempre excluir a gravidez. Após isso, a dosagem de prolactina e o teste de progestagênio são os exames iniciais recomendados.

Para que serve o teste de progestagênio na amenorreia secundária?

O teste de progestagênio avalia a presença de estrogênio endógeno suficiente para proliferar o endométrio e a patência do trato de saída. Um sangramento de privação positivo sugere anovulação.

Quais são as principais causas de amenorreia secundária?

As principais causas incluem gravidez, disfunções hipotalâmicas (estresse, exercício), disfunções hipofisárias (hiperprolactinemia), disfunções ovarianas (insuficiência ovariana primária, SOP) e alterações uterinas.

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