Santa Casa de Ourinhos (SP) — Prova 2021
Mulher de 17 anos, menarca aos 11 anos, sem antecedentes clínico-ginecológicos relevantes, apresenta amenorreia, com teste da progesterona positivo. A MELHOR hipótese diagnóstica é:
Amenorreia + Teste Progesterona Positivo → Anovulação por retrocontrole impróprio (estrogênio presente, mas sem ovulação).
Um teste de progesterona positivo (sangramento após progesterona) indica que há estrogênio suficiente para proliferar o endométrio e que o trato de saída está pérvio. A causa da amenorreia, nesse caso, é a ausência de ovulação, ou seja, anovulação por retrocontrole impróprio do eixo hipotálamo-hipófise-ovário.
A amenorreia secundária é definida como a ausência de menstruação por um período de três ciclos menstruais prévios ou por seis meses em mulheres com ciclos previamente regulares. É uma queixa ginecológica comum, e sua investigação é crucial para identificar a causa subjacente e instituir o tratamento adequado, especialmente em mulheres jovens. A avaliação da amenorreia secundária geralmente começa com a exclusão de gravidez e a realização do teste de progesterona. Este teste consiste na administração de progesterona exógena por alguns dias, seguida pela observação de sangramento de privação. Um sangramento positivo indica que o endométrio foi previamente estimulado por estrogênio endógeno e que o trato de saída está funcional. Quando o teste de progesterona é positivo, a principal hipótese diagnóstica é a anovulação crônica por retrocontrole impróprio do eixo hipotálamo-hipófise-ovário. Isso significa que há produção de estrogênio pelos ovários, mas não ocorre a ovulação regular. As causas mais frequentes incluem a Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP), disfunções hipotalâmicas (como amenorreia hipotalâmica funcional) e hiperprolactinemia. A falência ovariana prematura, por outro lado, resultaria em deficiência estrogênica e, portanto, em um teste de progesterona negativo.
Um teste de progesterona positivo significa que a paciente tem níveis adequados de estrogênio endógeno para proliferar o endométrio e que o trato de saída (útero, colo, vagina) está pérvio. A ausência de sangramento espontâneo indica anovulação crônica.
As causas mais comuns incluem a Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP), disfunções hipotalâmicas (estresse, exercício excessivo, perda de peso), hiperprolactinemia e disfunções tireoidianas, que afetam a regulação do ciclo menstrual.
O teste de progesterona é o primeiro passo na avaliação da amenorreia secundária. Se positivo, sugere anovulação com estrogênio presente. Se negativo, indica deficiência estrogênica ou problema no trato de saída, direcionando para testes adicionais (estrogênio-progesterona, FSH, prolactina).
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