HCAL - Hospital da Criança de Alagoas — Prova 2020
Uma mulher de 39 anos procura o ginecologista com queixa de amenorréia há 6 meses. A dosagem hormonal que não tem finalidade diagnóstica nesse caso é:
Amenorreia secundária: FSH, TSH e Prolactina são essenciais; Testosterona não é exame de rotina.
Na investigação de amenorreia secundária, dosagens de FSH, TSH e Prolactina são cruciais para identificar causas ovarianas, tireoidianas e hipofisárias, respectivamente. A testosterona, embora importante em casos de hirsutismo ou virilização, não é um exame de primeira linha para amenorreia isolada.
A amenorreia secundária, definida como a ausência de menstruação por 3 ciclos consecutivos ou por 6 meses em mulheres que já menstruaram, é uma queixa ginecológica comum que requer uma investigação diagnóstica sistemática. A idade da paciente (39 anos) é relevante, pois direciona a investigação para causas como falência ovariana prematura ou disfunções endócrinas. A avaliação hormonal inicial geralmente inclui dosagens de beta-hCG (para excluir gravidez), TSH (para avaliar função tireoidiana), Prolactina (para investigar hiperprolactinemia) e FSH (para avaliar a reserva ovariana e função gonadal). Alterações nesses hormônios podem indicar causas hipotalâmicas, hipofisárias, tireoidianas ou ovarianas da amenorreia. A dosagem de testosterona, por outro lado, não é um exame de rotina na investigação de amenorreia isolada. Ela se torna relevante apenas quando há suspeita clínica de hiperandrogenismo, como hirsutismo, acne ou virilização, que podem estar associados a condições como a Síndrome dos Ovários Policísticos ou tumores produtores de andrógenos. Portanto, sem esses sinais, a testosterona não tem finalidade diagnóstica primária para a amenorreia.
As causas mais comuns de amenorreia secundária incluem gravidez, disfunções hipotalâmicas (estresse, exercício excessivo), disfunções hipofisárias (hiperprolactinemia), falência ovariana prematura e disfunções tireoidianas.
O FSH (Hormônio Folículo Estimulante) é fundamental para avaliar a função ovariana. Níveis elevados de FSH podem indicar falência ovariana prematura, enquanto níveis baixos podem sugerir disfunção hipotalâmica ou hipofisária.
A dosagem de testosterona seria indicada se a paciente apresentasse sinais de hiperandrogenismo, como hirsutismo, acne grave, alopecia androgênica ou virilização, sugerindo condições como Síndrome dos Ovários Policísticos ou tumores secretores de andrógenos.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo