HOS/BOS - Hospital Oftalmológico de Sorocaba - Banco de Olhos (SP) — Prova 2023
Mulher de 32 anos de idade, com prole constituída, menstruava regularmente. Entrou em amenorreia há 6 meses, referindo cefaléia e tonturas, sem outros sintomas. Níveis de FSH (hormônio folículo estimulante) com valor bem baixo. Indique o exame indispensável para complementação diagnóstica.
Amenorreia secundária + FSH baixo + cefaleia/tontura → Hipogonadismo hipogonadotrófico. Indispensável: RM de hipófise.
Amenorreia secundária com FSH baixo indica hipogonadismo hipogonadotrófico, sugerindo um problema no hipotálamo ou hipófise. A presença de cefaleia e tonturas, sintomas neurológicos, levanta forte suspeita de uma lesão expansiva na região hipofisária, tornando a Ressonância Magnética da hipófise o exame indispensável.
A amenorreia secundária é definida como a ausência de menstruação por um período de 3 ciclos menstruais ou 6 meses em mulheres que já menstruavam regularmente. A investigação etiológica é complexa e guiada pelos níveis hormonais. Níveis baixos de FSH (hormônio folículo estimulante) e LH, juntamente com baixos níveis de estradiol, caracterizam o hipogonadismo hipogonadotrófico, indicando uma disfunção no eixo hipotálamo-hipófise. A presença de sintomas neurológicos como cefaleia e tonturas, associada ao hipogonadismo hipogonadotrófico, levanta uma forte suspeita de uma lesão expansiva na região hipofisária ou hipotalâmica. Tumores como prolactinomas, outros adenomas hipofisários ou craniofaringiomas podem comprimir o quiasma óptico ou outras estruturas cerebrais, causando tanto a disfunção hormonal quanto os sintomas neurológicos. Nesse cenário, a Ressonância Magnética (RM) da hipófise é o exame de imagem de escolha e indispensável para visualizar a sela túrcica e as estruturas adjacentes, permitindo a detecção e caracterização de possíveis massas. A dosagem de prolactina também seria crucial, pois prolactinomas são a causa mais comum de tumores hipofisários funcionantes. O tratamento dependerá da etiologia, podendo envolver manejo medicamentoso (para prolactinomas) ou cirúrgico.
FSH baixo em amenorreia secundária indica hipogonadismo hipogonadotrófico, ou seja, uma falha na produção de gonadotrofinas (FSH e LH) pela hipófise, que por sua vez não estimula os ovários.
As causas mais comuns incluem estresse, exercício físico excessivo, desnutrição, doenças crônicas, e, mais importante neste contexto, lesões hipofisárias ou hipotalâmicas como adenomas (ex: prolactinoma) ou craniofaringiomas.
A RM da hipófise é indispensável para investigar a presença de lesões expansivas (como adenomas) na região hipofisária que podem causar a supressão do FSH e os sintomas neurológicos (cefaleia, tontura) por compressão de estruturas adjacentes.
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