Amenorreia Secundária: Diagnóstico Inicial e Exames Essenciais

SES-RJ - Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro — Prova 2020

Enunciado

Mulher de 28 anos referiu que está sem menstruar há cinco meses, embora sempre tenha tido um ciclo menstrual regular. Negou outros sinais clínicos, mas relatou ganho de peso no último ano. Nesse caso, após descartar gravidez, a conduta diagnóstica mais indicada é:

Alternativas

  1. A) solicitar as dosagens de FSH, LH e testosterona
  2. B) realizar ultrassonografia transvaginal
  3. C) solicitar as dosagens de PRL e TSH
  4. D) proceder ao teste do progestagênio

Pérola Clínica

Amenorreia secundária + ganho de peso → descartar gravidez, então dosar PRL e TSH para causas endócrinas comuns.

Resumo-Chave

Após excluir gravidez, a investigação inicial da amenorreia secundária deve focar nas causas endócrinas mais prevalentes e facilmente rastreáveis, como hiperprolactinemia e disfunção tireoidiana (hipotireoidismo), que podem se manifestar com amenorreia e ganho de peso.

Contexto Educacional

A amenorreia secundária, definida como a ausência de menstruação por três ciclos consecutivos ou seis meses em mulheres que já menstruaram regularmente, é uma condição comum na prática ginecológica. Sua etiologia é vasta, abrangendo desde causas fisiológicas como a gravidez (sempre a primeira a ser descartada) até disfunções endócrinas, anatômicas e genéticas. A identificação precoce da causa é crucial para o manejo adequado e para preservar a fertilidade, quando desejada. A abordagem diagnóstica inicial da amenorreia secundária deve ser sistemática. Após a exclusão da gravidez, a dosagem de prolactina (PRL) e TSH (hormônio tireoestimulante) é fundamental. A hiperprolactinemia, frequentemente associada a adenomas hipofisários ou uso de certos medicamentos, inibe a secreção de GnRH, levando à anovulação e amenorreia. Da mesma forma, o hipotireoidismo pode causar amenorreia por diversos mecanismos, incluindo alterações no metabolismo estrogênico e na sensibilidade hipofisária. Uma vez descartadas as causas de hiperprolactinemia e disfunção tireoidiana, a investigação prossegue com a dosagem de FSH, LH e estradiol para avaliar a função ovariana e hipofisária. O teste de progestagênio pode ser útil para determinar a presença de estrogênio endógeno e a integridade do trato de saída. O tratamento dependerá da causa subjacente, podendo incluir medicamentos para normalizar os níveis hormonais, cirurgia em casos de adenomas ou correção de anomalias anatômicas.

Perguntas Frequentes

Quais são os primeiros passos na investigação da amenorreia secundária?

Após descartar gravidez, os primeiros passos incluem a coleta de uma história clínica detalhada e o exame físico, seguidos pela dosagem de prolactina (PRL) e TSH para rastrear hiperprolactinemia e disfunção tireoidiana.

Por que dosar PRL e TSH na amenorreia secundária?

A hiperprolactinemia e o hipotireoidismo são causas comuns de amenorreia secundária e podem ser facilmente diagnosticadas e tratadas. A prolactina elevada pode inibir a secreção de GnRH, enquanto o hipotireoidismo pode afetar o eixo hipotálamo-hipófise-gonadal.

Quais outras causas de amenorreia secundária devem ser consideradas após PRL e TSH?

Após excluir hiperprolactinemia e disfunção tireoidiana, outras causas incluem síndrome dos ovários policísticos (SOP), falência ovariana prematura, disfunções hipotalâmicas (estresse, exercício excessivo, baixo peso) e síndrome de Asherman.

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