Amenorreia e Desejo de Gestar: Prioridade no Beta-hCG

SMS Campo Grande - Secretaria Municipal de Saúde (MS) — Prova 2025

Enunciado

Paciente 26 anos, procura seu médico de família e comunidade porque está sem menstruar há 4 meses. Seus ciclos nunca foram regulados e nesse período refere apenas 2 "escapes" com pequeno sangramento apenas 1 dia. Refere ser casada há 3 anos e no momento não utiliza método contraceptivo pois deseja gestar. Refere no mesmo período pele oleosa, espinhas e ao exame físico acantose nigricante. Qual exame a seguir não pode deixar de ser solicitado para esta paciente?

Alternativas

  1. A) Ultrassonografia transvaginal
  2. B) Cariótipo
  3. C) Ressonância magnética
  4. D) Gonadotrofina coriônica humana beta
  5. E) Vitamina D e Vitamina B12

Pérola Clínica

Amenorreia + desejo de gestar + sinais de SOP → excluir gestação com Beta-hCG é prioritário.

Resumo-Chave

Em uma mulher em idade fértil com amenorreia secundária, desejo de gestar e sem uso de contraceptivo, a exclusão de gravidez com o teste de Gonadotrofina Coriônica Humana beta (Beta-hCG) é a primeira e mais importante etapa diagnóstica, independentemente de outros achados clínicos.

Contexto Educacional

A amenorreia secundária, definida como a ausência de menstruação por um período de tempo equivalente a três ciclos menstruais anteriores ou seis meses, é uma queixa comum na prática clínica. Em mulheres em idade fértil, especialmente aquelas com vida sexual ativa e que não utilizam métodos contraceptivos, a primeira e mais crucial etapa na investigação é sempre descartar a gravidez. A Gonadotrofina Coriônica Humana beta (Beta-hCG) é o exame de escolha para essa finalidade, devido à sua alta sensibilidade e especificidade. No caso apresentado, a paciente tem 26 anos, é casada, não usa contraceptivo e deseja gestar, o que torna a gravidez a causa mais provável e urgente a ser excluída, mesmo com a presença de outros sinais como pele oleosa, espinhas e acantose nigricante, que sugerem Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP). A SOP é uma causa comum de anovulação e irregularidades menstruais, mas a gravidez deve ser afastada antes de prosseguir com a investigação de outras etiologias. Para o residente, é fundamental ter em mente que a abordagem diagnóstica da amenorreia deve ser sistemática, começando pela exclusão da gravidez. Somente após essa etapa, outros exames como ultrassonografia transvaginal (para avaliar ovários policísticos), dosagens hormonais (FSH, LH, prolactina, TSH, testosterona) e, em casos específicos, ressonância magnética ou cariótipo, seriam considerados para investigar causas como SOP, disfunções tireoidianas, hiperprolactinemia ou outras endocrinopatias.

Perguntas Frequentes

Qual a primeira conduta diagnóstica em caso de amenorreia secundária em mulher fértil?

A primeira e mais importante conduta é sempre descartar gravidez, solicitando um teste de Gonadotrofina Coriônica Humana beta (Beta-hCG), independentemente de outros sintomas ou suspeitas.

Quais são os principais critérios para o diagnóstico da Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP)?

O diagnóstico de SOP é feito pelos critérios de Rotterdam (2 de 3): oligo ou anovulação, hiperandrogenismo clínico (hirsutismo, acne, alopecia) ou laboratorial, e ovários policísticos à ultrassonografia (após exclusão de outras causas).

Por que a acantose nigricante é relevante no contexto da amenorreia?

A acantose nigricante é um sinal de resistência à insulina, frequentemente associada à Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP), que é uma causa comum de anovulação crônica e amenorreia.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo