Amenorreia Secundária: Guia Diagnóstico Essencial

Santa Casa de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2023

Enunciado

A amenorreia secundária é a ausência de menstruação por, pelo menos, seis meses em mulheres com ciclos irregulares ou por um período equivalente a 3 ciclos menstruais em pacientes que, anteriormente, menstruavam de forma regular. Em relação a essa patologia, assinale a alternativa correta

Alternativas

  1. A) Os níveis elevados de prolactina, mesmo que discretos, confirmam o diagnóstico de hiperprolactinemia.
  2. B) Um teste de progestina positivo confirma a anovulação estrogênica crônica em pacientes nas quais o beta HCG foi negativo e não houve alterações em níveis de prolactina e TSH.
  3. C) O teste de estrogênio e progesterona negativos e FSH normal indicam falência ovariana.
  4. D) A dosagem das gonadotrofinas deve ser realizada imediatamente após o teste de estrogênio e progestina.
  5. E) Estresse e excesso de atividade física não são fatores de risco.

Pérola Clínica

Amenorreia secundária: teste de progestina positivo + beta HCG negativo + prolactina/TSH normais = anovulação estrogênica crônica.

Resumo-Chave

Um teste de progestina positivo indica que o útero responde ao progestágeno e que há estrogênio endógeno suficiente para proliferar o endométrio, mas não há ovulação. Isso, na ausência de gravidez e com prolactina/TSH normais, confirma a anovulação estrogênica crônica como causa da amenorreia secundária.

Contexto Educacional

A amenorreia secundária é definida como a ausência de menstruação por pelo menos seis meses em mulheres com ciclos irregulares, ou por um período equivalente a três ciclos menstruais em pacientes com ciclos previamente regulares. É um sintoma comum que requer uma investigação sistemática para identificar a causa subjacente, que pode variar desde condições fisiológicas (como gravidez) até distúrbios endócrinos complexos ou anatômicos. O algoritmo diagnóstico da amenorreia secundária geralmente começa com a exclusão de gravidez (beta HCG). Em seguida, avalia-se a função tireoidiana (TSH) e os níveis de prolactina, pois hipotireoidismo e hiperprolactinemia são causas tratáveis. Se esses exames forem normais, o próximo passo é o teste de progestina. Um teste de progestina positivo (sangramento após a retirada do progestágeno) na ausência de gravidez e com TSH/prolactina normais, confirma a anovulação estrogênica crônica. Isso significa que há estrogênio suficiente para proliferar o endométrio, mas a ausência de ovulação impede a descamação regular. Se o teste de progestina for negativo, indica que não há estrogênio suficiente ou há uma anormalidade anatômica, e a dosagem de gonadotrofinas (FSH e LH) é então realizada para diferenciar entre falência ovariana (FSH elevado) e disfunção hipotalâmica-hipofisária (FSH normal ou baixo). Estresse e excesso de atividade física são, de fato, fatores de risco para amenorreia hipotalâmica.

Perguntas Frequentes

O que significa um teste de progestina positivo na investigação da amenorreia secundária?

Um teste de progestina positivo (sangramento após a retirada do progestágeno) indica que o útero é responsivo ao hormônio e que há estrogênio endógeno suficiente para proliferar o endométrio. Na ausência de gravidez e com TSH e prolactina normais, isso sugere anovulação crônica como causa da amenorreia.

Quando a dosagem de gonadotrofinas (FSH e LH) é indicada na amenorreia secundária?

A dosagem de gonadotrofinas (FSH e LH) é indicada após um teste de progestina negativo. Se o teste de progestina for negativo, significa que não há estrogênio suficiente para proliferar o endométrio ou há uma anormalidade anatômica. Níveis elevados de FSH e LH indicam falência ovariana, enquanto níveis baixos ou normais sugerem disfunção hipotalâmica-hipofisária.

Quais são as causas mais comuns de amenorreia secundária?

As causas mais comuns de amenorreia secundária incluem gravidez (a mais comum), disfunções hipotalâmicas (estresse, exercício excessivo, perda de peso), disfunções hipofisárias (hiperprolactinemia), disfunções ovarianas (síndrome dos ovários policísticos, falência ovariana precoce) e anormalidades uterinas (síndrome de Asherman).

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