SMS Campo Grande - Secretaria Municipal de Saúde (MS) — Prova 2020
Marina tem 25 anos e está com atraso menstrual há 3 meses. Apresenta ciclos irregulares e não faz uso de nenhum método anticoncepcional. Apresenta teste rápido de gestação negativo, exames de prolactina e TSH normais porém mantém amenorreia. O melhor passo a ser dado na investigação do quadro é realizar:
Amenorreia secundária com TSH/prolactina normais → realizar teste de progestogênio para avaliar estrogênio endógeno.
Diante de amenorreia secundária com teste de gravidez negativo e níveis normais de TSH e prolactina, o próximo passo é o teste de progestogênio. Este avalia se há estrogênio endógeno suficiente para proliferar o endométrio e se o trato de saída está pérvio.
A amenorreia secundária é um achado comum na prática ginecológica e requer uma investigação sistemática. O primeiro passo é sempre excluir a gravidez. Uma vez que o teste de gestação é negativo, a avaliação prossegue com a dosagem de TSH e prolactina para descartar disfunções tireoidianas e hiperprolactinemia, respectivamente. No caso de Marina, com teste de gravidez negativo e TSH e prolactina normais, o próximo passo lógico na investigação é o teste de progestogênio. Este teste consiste na administração de um progestogênio (como acetato de medroxiprogesterona 10mg/dia por 5 a 7 dias, via oral). O objetivo é avaliar a presença de estrogênio endógeno suficiente para ter proliferado o endométrio e a permeabilidade do trato de saída. Se houver sangramento de privação após o teste (teste positivo), isso indica que o endométrio foi previamente estimulado por estrogênio e que o trato de saída está íntegro, sugerindo que a amenorreia é causada por anovulação (como na Síndrome dos Ovários Policísticos). Se não houver sangramento (teste negativo), isso sugere deficiência estrogênica ou uma anomalia anatômica do trato de saída, o que levaria à dosagem de gonadotrofinas (FSH e LH) para diferenciar entre falência ovariana e disfunção hipotalâmico-hipofisária.
Amenorreia secundária é a ausência de menstruação por um período de 3 ciclos menstruais consecutivos ou por 6 meses em mulheres que já menstruaram anteriormente.
Após excluir gravidez e disfunções tireoidianas/hiperprolactinemia, o teste de progestogênio ajuda a determinar se a amenorreia é devido à falta de estrogênio endógeno ou a um problema no trato de saída, como sinéquias uterinas.
Um teste positivo (sangramento de privação) indica que há estrogênio endógeno suficiente para proliferar o endométrio e que o trato de saída está íntegro, sugerindo anovulação como causa da amenorreia (ex: SOP).
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