UNESP/HCFMB - Hospital das Clínicas de Botucatu (SP) — Prova 2021
Mulher de 45 anos, em consulta ginecológica, queixa-se de ausência de menstruação há quatro meses. Nega episódio anterior de amenorreia e queixas climatéricas. AP: G4P3A1C3, laqueadura tubárea. A conduta é
Mulher > 40 anos com amenorreia secundária sem sintomas climatéricos → conduta expectante inicial, investigar outras causas se persistir.
Em mulheres na perimenopausa (40-50 anos), irregularidades menstruais como amenorreia secundária são comuns devido às flutuações hormonais fisiológicas. Na ausência de outros sintomas ou fatores de risco, uma conduta expectante é apropriada antes de iniciar uma investigação hormonal extensa.
A amenorreia secundária é definida como a ausência de menstruação por um período de tempo equivalente a três ciclos menstruais anteriores ou por seis meses em mulheres com ciclos irregulares. Em mulheres na faixa etária dos 40-50 anos, a irregularidade menstrual, incluindo períodos de amenorreia, é uma manifestação comum e fisiológica da perimenopausa, o período de transição para a menopausa. Este processo é caracterizado por flutuações hormonais, principalmente de estrogênio e progesterona, que afetam a regularidade do ciclo. No caso de uma mulher de 45 anos, sem queixas climatéricas (como fogachos, sudorese noturna, secura vaginal) e com amenorreia de quatro meses, a conduta inicial mais apropriada é a expectante. A ausência de menstruação por este período, sem outros sintomas, pode ser parte do processo natural da perimenopausa. A laqueadura tubárea no histórico não interfere na função ovariana e, portanto, não é uma causa de amenorreia. É importante descartar gravidez, mas a laqueadura torna essa possibilidade remota. A avaliação hormonal extensa (dosagem de FSH, LH, estradiol, TSH, progesterona) não é indicada como primeira conduta na ausência de outros sinais ou sintomas que sugiram uma patologia subjacente (como menopausa precoce, disfunção tireoidiana, hiperprolactinemia ou insuficiência ovariana primária). A biópsia de endométrio seria considerada apenas em casos de sangramento uterino anormal persistente ou suspeita de hiperplasia/câncer de endométrio, o que não é o caso aqui. Portanto, a observação é a melhor abordagem inicial, reavaliando se a amenorreia se prolongar ou se novos sintomas surgirem.
A amenorreia secundária é comum na perimenopausa, geralmente após os 40 anos, devido às flutuações hormonais que antecedem a menopausa. Períodos de ausência menstrual de alguns meses são esperados.
A conduta inicial é expectante, pois a irregularidade menstrual é fisiológica na perimenopausa. A investigação hormonal só é indicada se houver outros sintomas climatéricos, preocupação com gravidez ou se a amenorreia persistir por tempo prolongado.
Se a amenorreia persistir ou houver sintomas como fogachos, sudorese noturna, ou suspeita de outras causas, pode-se dosar FSH, LH, estradiol, TSH e prolactina para investigar menopausa precoce, disfunção tireoidiana ou hiperprolactinemia.
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