HFASP - Hospital de Força Aérea de São Paulo — Prova 2021
Marli e seu marido trabalham muito e não querem ter filhos neste período das suas vidas. São muito cuidadosos com o método anticoncepcional que escolheram (preservativo masculino), mas Marli não menstrua há mais de dois meses e está temendo uma gravidez ou uma doença séria. Qual a forma mais apropriada de conduzir seu caso neste momento?
Amenorreia em mulher sexualmente ativa, mesmo com contracepção, exige teste de gravidez e exame ginecológico.
A amenorreia secundária em uma mulher sexualmente ativa, mesmo utilizando métodos contraceptivos, deve sempre levantar a suspeita de gravidez. Nenhum método contraceptivo é 100% eficaz, e o primeiro passo na investigação é descartar a gestação com um teste de gravidez, seguido de um exame ginecológico completo para avaliar outras causas.
A amenorreia secundária, definida como a ausência de menstruação por três ciclos consecutivos ou por seis meses em mulheres que já menstruaram, é um sintoma comum na prática ginecológica. Em mulheres sexualmente ativas, a gravidez é a causa mais frequente e deve ser sempre a primeira hipótese a ser investigada, independentemente do método contraceptivo utilizado. A fisiopatologia da amenorreia pode ser variada, incluindo causas hipotalâmicas, hipofisárias, ovarianas, uterinas ou sistêmicas. No entanto, a falha contraceptiva, mesmo com métodos de alta eficácia como o preservativo, é uma possibilidade real. O diagnóstico inicial envolve a exclusão da gravidez através de um teste de beta-hCG sérico ou urinário, que é altamente sensível e específico. Após descartar a gravidez, a investigação prossegue com um exame ginecológico completo para avaliar o trato reprodutivo, seguido de exames hormonais (FSH, LH, prolactina, TSH, androgênios) e, se necessário, exames de imagem como ultrassonografia pélvica para identificar outras causas como Síndrome dos Ovários Policísticos, insuficiência ovariana prematura ou anomalias uterinas.
O primeiro e mais importante passo é realizar um teste de gravidez (beta-hCG), pois a gestação é a causa mais comum de amenorreia secundária em mulheres em idade fértil, mesmo com uso de contraceptivos.
O exame ginecológico é fundamental para avaliar a saúde do trato reprodutivo, identificar possíveis causas de amenorreia não relacionadas à gravidez (como alterações anatômicas ou sinais de outras patologias) e orientar a investigação adicional.
Nenhum método contraceptivo é 100% eficaz. Fatores como uso incorreto, falha do método ou interações medicamentosas podem reduzir sua eficácia, justificando a investigação de gravidez em caso de amenorreia.
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