CESUPA - Centro Universitário do Estado do Pará — Prova 2023
Paciente GII PI N AI, obesa, deu entrada na UPA do Guamá, referindo dor no baixo ventre, semelhante à cólica menstrual e sangramento vaginal aumentado, após 4 meses de amenorreia. Refere que engordou 30 kg na sua gravidez e não conseguiu emagrecer desde então, atualmente com IMC de 40. Ao exame: Abdome globoso, com massa palpável em região hipogástrica. Toque bimanual: Colo congesto, impérvio, útero aumentado de volume, no limite da sínfise púbica, sangramento moderado vermelho vivo. O que fazer neste caso?
Mulher em idade fértil com amenorreia e sangramento vaginal → SEMPRE afastar gravidez com BHCG, mesmo com outros sintomas.
A presença de amenorreia por 4 meses em uma mulher em idade fértil, seguida de dor e sangramento vaginal, é altamente sugestiva de uma complicação da gravidez, como ameaça de abortamento ou abortamento em curso. O primeiro passo essencial é confirmar ou afastar a gravidez com um teste de BHCG, antes de qualquer outra conduta invasiva ou direcionada a outras causas.
A abordagem de uma mulher em idade fértil que apresenta amenorreia seguida de dor e sangramento vaginal é um cenário clínico comum e desafiador no pronto-socorro. É fundamental ter uma sistemática para garantir o diagnóstico correto e a conduta adequada, pois as causas podem variar desde condições benignas até emergências que ameaçam a vida da paciente. A gravidez e suas complicações devem ser sempre a primeira hipótese a ser considerada. A fisiopatologia do sangramento vaginal na gravidez inicial pode envolver descolamento do saco gestacional, abortamento espontâneo (ameaçado, inevitável, incompleto ou completo), gravidez ectópica ou doença trofoblástica gestacional. A amenorreia de 4 meses indica um período gestacional avançado para um abortamento inicial, mas ainda é compatível com uma gravidez. A obesidade, embora não seja a causa direta dos sintomas, é um fator de risco para complicações gestacionais. A conduta inicial e mais importante é a confirmação ou exclusão da gravidez através do teste de BHCG. Uma vez confirmada a gravidez, a ultrassonografia (preferencialmente transvaginal) é o próximo passo para avaliar a vitalidade embrionária, a localização da gestação e a presença de outras alterações. Somente após esses exames é possível definir o diagnóstico (ameaça de abortamento, abortamento em curso, etc.) e planejar a terapêutica específica, que pode variar desde repouso e observação até intervenções cirúrgicas como a curetagem.
O BHCG é crucial para confirmar ou afastar a gravidez. Em mulheres em idade fértil com amenorreia e sangramento, a gravidez e suas complicações (como abortamento ou gravidez ectópica) devem ser a primeira hipótese a ser investigada.
As principais causas incluem ameaça de abortamento, abortamento em curso (incompleto ou completo), gravidez ectópica e doença trofoblástica gestacional.
Após a confirmação da gravidez pelo BHCG, a ultrassonografia é essencial para determinar a localização da gravidez (intra ou extrauterina), a vitalidade embrionária e a presença de descolamentos ou outras alterações uterinas.
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