Amenorreia Primária: Diagnóstico e Manejo em Adolescentes

UNESP/HCFMB - Hospital das Clínicas de Botucatu (SP) — Prova 2025

Enunciado

Adolescente de 13 anos e 3 meses relata nunca ter menstruado e não apresentar desenvolvimento de mamas e pelos pubianos.A conduta correta consiste em

Alternativas

  1. A) iniciar a investigação, pois provavelmente se trata de alterações no eixo hipotálamo-hipófise-ovário.
  2. B) aguardar até os 16 anos, sem necessidade de investigação.
  3. C) iniciar a investigação, pois provavelmente se trata de malformação útero-vaginal.
  4. D) aguardar, pois provavelmente se trata de retardo constitucional do desenvolvimento.

Pérola Clínica

Amenorreia primária + ausência de telarca aos 13 anos → investigar atraso puberal e disfunção do eixo HHO.

Resumo-Chave

A ausência de desenvolvimento de caracteres sexuais secundários (telarca) até os 13 anos, ou ausência de menarca até os 16 anos, configura amenorreia primária e atraso puberal, exigindo investigação imediata para identificar a causa, que pode ser central (hipotálamo-hipófise) ou periférica (ovariana).

Contexto Educacional

A amenorreia primária é definida como a ausência de menarca aos 16 anos, ou a ausência de desenvolvimento de caracteres sexuais secundários (telarca) aos 13 anos. É uma condição que exige investigação precoce devido à sua ampla gama de etiologias, que podem variar de condições benignas a graves. A epidemiologia varia, mas é uma preocupação significativa na ginecologia pediátrica e da adolescência, impactando a saúde reprodutiva e óssea a longo prazo. A fisiopatologia da amenorreia primária envolve disfunções em diferentes níveis do eixo hipotálamo-hipófise-gonadal. A ausência de telarca aos 13 anos sugere um hipogonadismo, que pode ser hipogonadotrófico (problema no hipotálamo ou hipófise, como deficiência de GnRH ou gonadotrofinas) ou hipergonadotrófico (falência ovariana primária, como na Síndrome de Turner). O diagnóstico diferencial inclui retardo constitucional do desenvolvimento (que geralmente apresenta telarca, mas menarca tardia), malformações congênitas do trato reprodutor e outras condições genéticas ou endócrinas. A conduta inicial envolve uma anamnese detalhada, exame físico completo e exames laboratoriais como dosagem de FSH, LH, estradiol, prolactina e TSH, além de cariótipo se houver suspeita de anomalias cromossômicas. A investigação é crucial para identificar a causa subjacente e iniciar o tratamento adequado, que pode incluir terapia hormonal de reposição, correção cirúrgica de malformações ou manejo de condições sistêmicas, visando restaurar a função hormonal e o desenvolvimento puberal.

Perguntas Frequentes

Quando se deve iniciar a investigação de amenorreia primária?

A investigação de amenorreia primária deve ser iniciada se não houver desenvolvimento de caracteres sexuais secundários (telarca) até os 13 anos, ou se não houver menarca até os 16 anos, mesmo com desenvolvimento puberal completo.

Quais são as principais causas de amenorreia primária com ausência de desenvolvimento puberal?

As principais causas incluem disfunções do eixo hipotálamo-hipófise (como hipogonadismo hipogonadotrófico) ou falência ovariana primária (hipogonadismo hipergonadotrófico), além de causas genéticas e síndromes.

Qual o papel do eixo hipotálamo-hipófise-ovário na amenorreia primária?

O eixo hipotálamo-hipófise-ovário é crucial para o início e manutenção da puberdade e do ciclo menstrual. Alterações em qualquer nível desse eixo, seja na produção de GnRH, gonadotrofinas (FSH, LH) ou esteroides ovarianos, podem levar à amenorreia primária.

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