Amenorreia Primária: Diagnóstico Diferencial e Causas

CHN - Complexo Hospitalar de Niterói (RJ) — Prova 2021

Enunciado

Uma paciente de 18 anos em amenorreia primária, caracteres secundários presentes, excluída gravidez e com útero normal ao exame físico, apresenta dosagens de TSH, prolactina e estrogênios normais.Assinale a alternativa que apresenta a hipótese MENOS provável:

Alternativas

  1. A) neoplasia ovariana
  2. B) síndrome de Cushing
  3. C) síndrome de Savage
  4. D) síndrome de ovários policísticos
  5. E) síndrome de Asherman

Pérola Clínica

Amenorreia primária com útero normal e caracteres secundários presentes → Síndrome de Asherman é MENOS provável.

Resumo-Chave

A Síndrome de Asherman é caracterizada por aderências intrauterinas, que causariam amenorreia secundária ou primária com útero anormal (sinéquias). Em um quadro de amenorreia primária com útero normal e caracteres sexuais secundários presentes, as causas mais prováveis são disfunções ovulatórias ou resistência ovariana, tornando Asherman menos provável.

Contexto Educacional

A amenorreia primária é definida como a ausência de menstruação até os 16 anos com caracteres sexuais secundários presentes, ou até os 14 anos sem caracteres sexuais secundários. O diagnóstico diferencial é vasto e exige uma abordagem sistemática, sendo um tema recorrente em provas de residência e crucial na prática ginecológica. A presença de caracteres sexuais secundários e um útero normal ao exame físico são dados importantes que direcionam a investigação. Neste cenário específico, com TSH, prolactina e estrogênios normais, as causas mais prováveis de amenorreia primária incluem disfunções ovulatórias, como a Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP), ou condições de resistência ovariana, como a Síndrome de Savage, onde os ovários estão presentes e produzem estrogênios, mas não respondem adequadamente aos gonadotrofinas. Neoplasias ovarianas funcionantes também podem ser consideradas, embora menos comuns. A Síndrome de Asherman, por outro lado, é caracterizada pela formação de sinéquias (aderências) intrauterinas, geralmente após curetagens, infecções ou cirurgias uterinas. Essas aderências impedem o fluxo menstrual e podem causar amenorreia, mas tipicamente resultam em amenorreia secundária e o útero não seria considerado 'normal' devido às alterações estruturais. Portanto, em um caso de amenorreia primária com útero normal, a Síndrome de Asherman é a hipótese menos provável, e reconhecer essa distinção é fundamental para um raciocínio clínico preciso.

Perguntas Frequentes

Quais são as principais causas de amenorreia primária com caracteres sexuais secundários presentes e útero normal?

As principais causas incluem anomalias congênitas do trato de saída (ex: hímen imperfurado), disfunções ovulatórias (ex: SOP), resistência ovariana (Síndrome de Savage) e, menos comumente, neoplasias ovarianas funcionantes.

Por que a Síndrome de Asherman é uma hipótese menos provável neste cenário?

A Síndrome de Asherman é caracterizada por aderências intrauterinas, geralmente resultantes de trauma ou infecção prévia, que levariam a um útero com alterações morfológicas e não 'normal' ao exame físico, além de ser mais comum em amenorreia secundária.

Como a dosagem de TSH, prolactina e estrogênios ajuda no diagnóstico diferencial da amenorreia primária?

Níveis normais de TSH e prolactina excluem causas tireoidianas e hiperprolactinemia. Níveis normais de estrogênios, na presença de caracteres secundários, sugerem que os ovários estão produzindo hormônios, direcionando a investigação para problemas no trato de saída ou resistência ovariana.

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