CHN - Complexo Hospitalar de Niterói (RJ) — Prova 2021
Uma paciente de 18 anos em amenorreia primária, caracteres secundários presentes, excluída gravidez e com útero normal ao exame físico, apresenta dosagens de TSH, prolactina e estrogênios normais.Assinale a alternativa que apresenta a hipótese MENOS provável:
Amenorreia primária com útero normal e caracteres secundários presentes → Síndrome de Asherman é MENOS provável.
A Síndrome de Asherman é caracterizada por aderências intrauterinas, que causariam amenorreia secundária ou primária com útero anormal (sinéquias). Em um quadro de amenorreia primária com útero normal e caracteres sexuais secundários presentes, as causas mais prováveis são disfunções ovulatórias ou resistência ovariana, tornando Asherman menos provável.
A amenorreia primária é definida como a ausência de menstruação até os 16 anos com caracteres sexuais secundários presentes, ou até os 14 anos sem caracteres sexuais secundários. O diagnóstico diferencial é vasto e exige uma abordagem sistemática, sendo um tema recorrente em provas de residência e crucial na prática ginecológica. A presença de caracteres sexuais secundários e um útero normal ao exame físico são dados importantes que direcionam a investigação. Neste cenário específico, com TSH, prolactina e estrogênios normais, as causas mais prováveis de amenorreia primária incluem disfunções ovulatórias, como a Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP), ou condições de resistência ovariana, como a Síndrome de Savage, onde os ovários estão presentes e produzem estrogênios, mas não respondem adequadamente aos gonadotrofinas. Neoplasias ovarianas funcionantes também podem ser consideradas, embora menos comuns. A Síndrome de Asherman, por outro lado, é caracterizada pela formação de sinéquias (aderências) intrauterinas, geralmente após curetagens, infecções ou cirurgias uterinas. Essas aderências impedem o fluxo menstrual e podem causar amenorreia, mas tipicamente resultam em amenorreia secundária e o útero não seria considerado 'normal' devido às alterações estruturais. Portanto, em um caso de amenorreia primária com útero normal, a Síndrome de Asherman é a hipótese menos provável, e reconhecer essa distinção é fundamental para um raciocínio clínico preciso.
As principais causas incluem anomalias congênitas do trato de saída (ex: hímen imperfurado), disfunções ovulatórias (ex: SOP), resistência ovariana (Síndrome de Savage) e, menos comumente, neoplasias ovarianas funcionantes.
A Síndrome de Asherman é caracterizada por aderências intrauterinas, geralmente resultantes de trauma ou infecção prévia, que levariam a um útero com alterações morfológicas e não 'normal' ao exame físico, além de ser mais comum em amenorreia secundária.
Níveis normais de TSH e prolactina excluem causas tireoidianas e hiperprolactinemia. Níveis normais de estrogênios, na presença de caracteres secundários, sugerem que os ovários estão produzindo hormônios, direcionando a investigação para problemas no trato de saída ou resistência ovariana.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo