UFCSPA - Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (RS) — Prova 2025
Em qual das alternativas a seguir a investigação de amenorreia primária se justifica?
Amenorreia primária: investigar se >16 anos com caracteres sexuais OU >14 anos SEM caracteres sexuais.
A investigação da amenorreia primária é crucial para identificar causas subjacentes que podem variar de condições genéticas a distúrbios endócrinos. O ponto de corte para iniciar a investigação depende da presença ou ausência de desenvolvimento de caracteres sexuais secundários, sendo 16 anos com caracteres presentes ou 14 anos sem caracteres.
A amenorreia primária é a ausência de menarca em uma idade em que ela deveria ter ocorrido. É um tema relevante na ginecologia pediátrica e da adolescência, com uma prevalência de cerca de 0,1% a 0,3%. A identificação precoce é crucial para o diagnóstico e manejo de condições subjacentes que podem afetar a fertilidade, a saúde óssea e o bem-estar psicossocial da paciente. A fisiopatologia da amenorreia primária é diversa, abrangendo desde anomalias cromossômicas e genéticas até distúrbios do eixo hipotálamo-hipófise-gonadal ou anomalias anatômicas do trato de saída. A suspeita diagnóstica surge quando a menina atinge 16 anos sem menarca, mesmo com caracteres sexuais secundários desenvolvidos, ou 14 anos sem nenhum sinal de puberdade. A avaliação inicial deve incluir um exame físico completo, com especial atenção à genitália externa e interna, e a dosagem de hormônios como FSH, LH e estradiol para direcionar a investigação. O tratamento da amenorreia primária depende da causa subjacente. Pode envolver terapia hormonal para indução da puberdade, correção cirúrgica de anomalias anatômicas ou manejo de condições genéticas. O prognóstico varia amplamente, mas um diagnóstico e tratamento precoces são fundamentais para otimizar os resultados e minimizar as complicações a longo prazo, como infertilidade e osteoporose.
Amenorreia primária é definida como a ausência de menarca em meninas de 16 anos com desenvolvimento de caracteres sexuais secundários, ou em meninas de 14 anos sem nenhum desenvolvimento de caracteres sexuais secundários.
As causas são variadas e incluem anomalias genéticas (ex: Síndrome de Turner), disfunções hipotalâmicas-hipofisárias (ex: Síndrome de Kallmann), anomalias anatômicas do trato reprodutivo (ex: hímen imperfurado, agenesia de Müller) e distúrbios endócrinos.
A abordagem inicial inclui anamnese detalhada, exame físico completo (com avaliação dos caracteres sexuais e genitália), e exames laboratoriais como dosagem de FSH, LH, estradiol e cariótipo, dependendo do quadro clínico.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo