FUBOG - Fundação Banco de Olhos de Goiás — Prova 2025
Paciente, sexo feminino, 16 anos, apresenta ausência de menstruação, dor pélvica cíclica e caracteres sexuais secundários desenvolvidos. O diagnóstico mais provável é:
Menina 16a, amenorreia + dor pélvica cíclica + caracteres sexuais secundários → Hímen imperfurado (criptomenorreia).
A combinação de amenorreia primária, dor pélvica cíclica e desenvolvimento normal dos caracteres sexuais secundários é altamente sugestiva de uma obstrução do trato de saída do fluxo menstrual, sendo o hímen imperfurado a causa mais comum.
A amenorreia primária é definida como a ausência de menstruação em uma mulher que atingiu 16 anos e apresenta caracteres sexuais secundários, ou 14 anos sem caracteres sexuais secundários. No caso de uma adolescente de 16 anos com caracteres sexuais secundários desenvolvidos e dor pélvica cíclica, a principal hipótese diagnóstica deve ser uma obstrução do trato de saída do fluxo menstrual, sendo a criptomenorreia devido a hímen imperfurado a causa mais comum. A criptomenorreia ocorre quando há uma barreira física que impede a saída do sangue menstrual, como um hímen imperfurado ou um septo vaginal transverso. Com o início da puberdade e a produção hormonal, o endométrio prolifera e descama mensalmente, mas o sangue fica retido, causando distensão e dor. O acúmulo de sangue na vagina é chamado de hematocolpos, que pode se estender ao útero (hematometra) e às tubas uterinas (hematossalpinge). O diagnóstico é feito pela história clínica característica e pelo exame físico, que pode revelar um hímen abaulado e azulado. A ultrassonografia pélvica confirma a presença de hematocolpos. O tratamento é cirúrgico, com a incisão do hímen (himenotomia) para permitir a drenagem do sangue acumulado. É crucial o diagnóstico e tratamento precoces para evitar complicações como endometriose, infecções e comprometimento da fertilidade futura.
Os sinais clínicos incluem amenorreia primária (ausência de menstruação até os 16 anos), dor pélvica cíclica (que piora mensalmente devido ao acúmulo de sangue), e desenvolvimento normal dos caracteres sexuais secundários. Ao exame físico, pode-se observar uma membrana abaulada na entrada da vagina (hematocolpos).
O hímen imperfurado impede a saída do fluxo menstrual, levando ao acúmulo de sangue na vagina (hematocolpos) e, posteriormente, no útero (hematometra) e nas tubas uterinas (hematossalpinge). Essa distensão e acúmulo de sangue causam a dor pélvica cíclica, que se intensifica a cada ciclo menstrual.
Além do hímen imperfurado, outros diagnósticos diferenciais incluem agenesia vaginal (Síndrome de Mayer-Rokitansky-Küster-Hauser), septo vaginal transverso, e outras obstruções do trato de saída. A diferenciação é feita por exame físico, ultrassonografia pélvica e, se necessário, ressonância magnética.
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