SURCE - Sistema Único de Residência do Ceará — Prova 2020
Adolescente, 17 anos, pergunta ao ginecologista se é normal ainda não ter menstruado. Ao exame, apresenta desenvolvimento puberal completo com mamas e pelos pubianos em estágios IV e V (critérios de Marshall e Tanner). Diante desse questionamento, qual a conduta?
Amenorreia primária aos 17 anos com puberdade completa → Investigar causas com FSH, US pélvico e Cariótipo.
A amenorreia primária, definida como ausência de menarca aos 15 anos com características sexuais secundárias presentes, requer investigação. O desenvolvimento puberal completo sugere a presença de estrogênio, direcionando a busca para anomalias anatômicas ou genéticas que impeçam o fluxo menstrual ou a formação uterina.
A amenorreia primária é definida como a ausência de menarca até os 13 anos na ausência de desenvolvimento de características sexuais secundárias, ou até os 15 anos na presença de características sexuais secundárias. É uma condição que afeta cerca de 0,1% das mulheres e requer uma abordagem diagnóstica sistemática devido à sua ampla gama de etiologias, que podem variar de causas anatômicas a genéticas e endócrinas. A identificação precoce é crucial para o manejo adequado e para minimizar o impacto psicossocial na adolescente. No caso de uma adolescente de 17 anos com desenvolvimento puberal completo (estágios IV e V de Tanner), a presença de estrogênio endógeno é evidente, o que direciona a investigação para causas que impedem o fluxo menstrual, como anomalias anatômicas do trato de saída (ex: agenesia mülleriana, hímen imperfurado, septo vaginal transverso) ou, menos frequentemente, distúrbios genéticos como a síndrome de insensibilidade androgênica completa, onde há genótipo XY com fenótipo feminino e ausência de útero. A investigação deve incluir dosagens de FSH (para avaliar a função ovariana), ultrassonografia pélvica (para visualizar o útero e ovários) e cariótipo (para identificar anomalias cromossômicas). O tratamento depende da causa subjacente. Anomalias anatômicas podem ser corrigidas cirurgicamente. Em casos de agenesia mülleriana, a criação de uma neovagina pode ser considerada. Para condições genéticas como a síndrome de insensibilidade androgênica, o aconselhamento genético e o suporte psicológico são fundamentais. O prognóstico varia amplamente, mas a intervenção precoce pode melhorar a qualidade de vida e a saúde reprodutiva, quando possível.
A amenorreia primária deve ser investigada se a menarca não ocorreu até os 13 anos na ausência de características sexuais secundárias, ou até os 15 anos na presença de características sexuais secundárias. No caso de 17 anos com puberdade completa, a investigação é mandatória.
As principais causas incluem anomalias anatômicas do trato reprodutivo (ex: agenesia mülleriana, hímen imperfurado), distúrbios genéticos (ex: síndrome de insensibilidade androgênica completa) ou, menos comumente, disfunções hipotalâmico-hipofisárias ou ovarianas com alguma produção estrogênica residual.
A investigação inicial deve incluir dosagens hormonais como FSH, TSH e prolactina, além de ultrassonografia pélvica para avaliar a presença e morfologia do útero e ovários. Se houver suspeita de anomalia cromossômica ou gonadal, o cariótipo é fundamental.
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