Amenorreia Primária: Diagnóstico de Hipergonadismo

UNIFESP/EPM - Universidade Federal de São Paulo - Escola Paulista de Medicina — Prova 2015

Enunciado

Adolescente, 17 anos, sexo feminino, procura atendimento médico com queixa de ainda não ter menstruado. Sua mãe apresentou menarca aos 12 anos de idade. Exame físico: estadiamento puberal pelos critérios de Tanner: M (mamas) 1 e P (pêlos) 1. Peso= 35 kg e estatura= 145 cm (< percentil 5 para peso e estatura). Esfregaço vaginal não evidencia ação estrogênica. Realizado teste da progesterona sem resposta. Apresenta níveis elevados de FSH (hormônio folículo estimulante).Levando em consideração a principal hipótese diagnóstica, qual exame você solicitaria para diagnosticar a etiologia do quadro dessa adolescente?

Alternativas

Pérola Clínica

Amenorreia primária + Tanner M1/P1 + FSH ↑ → Hipergonadismo hipergonadotrófico = Investigar disgenesia gonadal (Cariótipo).

Resumo-Chave

A presença de amenorreia primária, ausência de desenvolvimento puberal (Tanner M1/P1) e níveis elevados de FSH (hipergonadismo hipergonadotrófico) sugere falência ovariana primária. A causa mais comum para este quadro em adolescentes é a disgenesia gonadal, sendo a Síndrome de Turner (45,X) a etiologia mais frequente, que é diagnosticada por cariótipo.

Contexto Educacional

A amenorreia primária é a ausência de menarca em uma adolescente. Sua investigação é complexa e exige uma abordagem sistemática. O primeiro passo é avaliar a presença de caracteres sexuais secundários e, em seguida, dosar os níveis de FSH e LH. No caso apresentado, a adolescente de 17 anos com ausência de menarca, Tanner M1/P1 (ausência de desenvolvimento puberal), baixa estatura e peso, e esfregaço vaginal sem ação estrogênica, sugere uma deficiência estrogênica. O teste da progesterona negativo confirma a ausência de estrogênio endógeno ou um problema no trato de saída. O achado crucial é o FSH elevado, que indica falência ovariana primária (hipergonadismo hipergonadotrófico), pois a hipófise está tentando estimular ovários que não respondem. A principal hipótese diagnóstica para amenorreia primária com hipergonadismo hipergonadotrófico e ausência de desenvolvimento puberal é a disgenesia gonadal, sendo a Síndrome de Turner (cariótipo 45,X) a causa mais comum. Portanto, o exame mais adequado para diagnosticar a etiologia é o cariótipo, que irá identificar anomalias cromossômicas.

Perguntas Frequentes

O que caracteriza a amenorreia primária?

A amenorreia primária é definida pela ausência de menarca aos 13 anos na ausência de desenvolvimento de caracteres sexuais secundários, ou aos 15 anos na presença de caracteres sexuais secundários.

Por que o FSH elevado é um achado importante na amenorreia primária?

Níveis elevados de FSH indicam que o hipotálamo-hipófise está funcionando e tentando estimular os ovários, mas estes não respondem, caracterizando um hipergonadismo hipergonadotrófico, geralmente por falência ovariana primária.

Qual a principal causa de hipergonadismo hipergonadotrófico em adolescentes?

A principal causa é a disgenesia gonadal, sendo a Síndrome de Turner (cariótipo 45,X) a etiologia mais comum, que se manifesta com baixa estatura, amenorreia primária e ausência de desenvolvimento puberal.

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