Amenorreia Primária: Quando Investigar e Conduta Inicial

INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2025

Enunciado

Menina de 14 anos vai à consulta na unidade básica de saúde (UBS), acompanhada de sua mãe, relatando preocupação, pois todas as suas amigas da mesma faixa etária já menstruaram, exceto ela. A paciente apresenta as mamas desenvolvidas e alguns pelos pubianos e, durante a consulta, apresenta muitas dúvidas em relação à menstruação. Nesse caso, após orientar a menina sobre ciclo menstrual e sobre métodos contraceptivos, a conduta adequada é

Alternativas

  1. A) solicitar exames complementares para investigação de amenorreia.
  2. B) orientar a mãe e a filha a aguardarem a menstruação até os 16 anos.
  3. C) indicar teste de progesterona oral para confirmar amenorreia primária.
  4. D) solicitar ultrassonografia e dosagens hormonais para investigação de amenorreia.

Pérola Clínica

Amenorreia primária com caracteres sexuais secundários presentes → aguardar menarca até 16 anos.

Resumo-Chave

A amenorreia primária é definida pela ausência de menarca até os 13 anos na ausência de caracteres sexuais secundários, ou até os 16 anos na presença de caracteres sexuais secundários. No caso da paciente, com mamas e pelos pubianos desenvolvidos, a conduta inicial é tranquilizar e aguardar, sem necessidade de exames complementares imediatos.

Contexto Educacional

A amenorreia primária é a ausência de menarca e representa um desafio diagnóstico e emocional para adolescentes e suas famílias. É crucial que o médico da atenção primária saiba diferenciar o desenvolvimento puberal normal de um atraso patológico. O desenvolvimento puberal feminino segue uma sequência previsível, iniciando-se com a telarca (desenvolvimento das mamas), seguida pela pubarca (aparecimento de pelos pubianos) e, por fim, a menarca (primeira menstruação), que geralmente ocorre cerca de 2 a 3 anos após o início da telarca. A idade média da menarca no Brasil é por volta dos 12 anos, mas há uma ampla variação considerada normal. O diagnóstico da amenorreia primária depende da presença ou ausência de caracteres sexuais secundários. Se a adolescente não apresenta sinais de puberdade aos 13 anos, ou se já tem desenvolvimento puberal completo mas não menstruou até os 16 anos, a investigação se faz necessária. As causas são variadas, incluindo anomalias genéticas, anatômicas, disfunções endócrinas ou condições sistêmicas. A abordagem inicial deve incluir uma anamnese detalhada, exame físico completo com avaliação dos estágios de Tanner e, se indicado, exames complementares como dosagens hormonais e ultrassonografia pélvica. O tratamento depende da causa subjacente, podendo variar de aconselhamento e observação a intervenções hormonais ou cirúrgicas. É fundamental oferecer suporte psicológico à paciente e à família, esclarecendo dúvidas e reduzindo a ansiedade. A conduta expectante até os 16 anos em pacientes com caracteres sexuais secundários desenvolvidos é a mais adequada, focando na educação sobre o ciclo menstrual e saúde reprodutiva, incluindo métodos contraceptivos, se pertinente.

Perguntas Frequentes

Quais são os critérios para definir amenorreia primária?

A amenorreia primária é definida como a ausência de menarca até os 13 anos na ausência de caracteres sexuais secundários, ou até os 16 anos na presença de caracteres sexuais secundários, como desenvolvimento mamário e pilificação pubiana.

Quando a investigação de amenorreia primária deve ser iniciada?

A investigação deve ser iniciada se a adolescente não apresentar menarca até os 13 anos sem sinais de puberdade, ou até os 16 anos com desenvolvimento puberal completo. Antes desses limites, a conduta é expectante e de orientação.

Qual a importância do desenvolvimento dos caracteres sexuais secundários na avaliação da amenorreia primária?

A presença de caracteres sexuais secundários, como telarca e pubarca, indica que o eixo hipotálamo-hipófise-gonadal está ativo. Nesses casos, a ausência de menarca até os 16 anos é o ponto de corte para investigação, enquanto na ausência desses sinais, o limite é 13 anos.

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