Amenorreia Primária: Diagnóstico e Investigação Essencial

UERN - Universidade do Estado do Rio Grande do Norte — Prova 2022

Enunciado

Amenorréia é a ausência ou suspensão anormal da menstruação em mulheres em idade reprodutiva. Ao avaliar as assertivas abaixo, assinale a incorreta;

Alternativas

  1. A) Adolescentes que não tiveram menarca após 2 anos do surgimento da telarca recebem o diagnóstico de Amenorréia primária
  2. B) A forma não clássica da HIPERPLASIA CONGÊNITA DE ADRENAL deve fazer parte do diagnóstico diferencial da AMENORRÉIA SECUNDÁRIA com sinais de HIPERANDROGENISMO.
  3. C) Avaliação do Beta HCG faz parte da investigação inicial da amenorreía primária.
  4. D) Adolescentes com diagnóstico de Amenorréia Primária e sem útero devem realizar avaliação de cariótipo.

Pérola Clínica

Amenorreia primária: ausência de menarca aos 13a (sem caracteres sexuais) ou 15a (com caracteres sexuais).

Resumo-Chave

A definição de amenorreia primária é a ausência de menarca aos 13 anos sem desenvolvimento de caracteres sexuais secundários, ou aos 15 anos com desenvolvimento de caracteres sexuais secundários. A assertiva A está incorreta por usar '2 anos após telarca' como critério diagnóstico, o que é mais um gatilho para investigação do que um critério diagnóstico formal.

Contexto Educacional

A amenorreia, definida como a ausência de menstruação, é um tema central na ginecologia, dividindo-se em primária e secundária. A amenorreia primária, foco desta questão, refere-se à ausência de menarca e sua correta definição é crucial para o diagnóstico e manejo. É um desafio diagnóstico que exige uma abordagem sistemática para identificar a causa subjacente, que pode variar desde anomalias genéticas e anatômicas até distúrbios endócrinos. A investigação da amenorreia primária deve ser abrangente, incluindo a avaliação dos caracteres sexuais secundários, exames hormonais como FSH, LH, estradiol, TSH e prolactina, além do Beta HCG para excluir gravidez. A presença de hiperandrogenismo, por exemplo, pode direcionar a investigação para condições como a Hiperplasia Congênita de Adrenal não clássica. Em casos de ausência de útero, a realização de cariótipo é indispensável para identificar síndromes como a de Mayer-Rokitansky-Küster-Hauser ou a Síndrome de Insensibilidade Androgênica. O tratamento da amenorreia depende da etiologia e pode envolver desde a reposição hormonal até intervenções cirúrgicas para correção de anomalias anatômicas. O prognóstico varia amplamente, sendo essencial um diagnóstico precoce e preciso para otimizar os resultados, especialmente no que tange à fertilidade e à saúde óssea a longo prazo. A compreensão detalhada dos critérios diagnósticos e do fluxograma de investigação é fundamental para a prática clínica e para a aprovação em provas de residência.

Perguntas Frequentes

Quais são os critérios diagnósticos para amenorreia primária?

A amenorreia primária é diagnosticada pela ausência de menarca aos 13 anos sem desenvolvimento de caracteres sexuais secundários, ou aos 15 anos com desenvolvimento de caracteres sexuais secundários.

Por que o Beta HCG é importante na investigação inicial da amenorreia?

O Beta HCG é fundamental para descartar gravidez, mesmo em casos de amenorreia primária, devido à possibilidade de criptomenorreia ou outras condições que possam mascarar uma gestação.

Quando o cariótipo é indicado na amenorreia primária?

O cariótipo é indicado em adolescentes com amenorreia primária e ausência de útero, para investigar anomalias cromossômicas como a Síndrome de Mayer-Rokitansky-Küster-Hauser ou a Síndrome de Insensibilidade Androgênica.

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