Amenorreia Primária: Diagnóstico e Conduta Inicial

FMP/UNIFASE - Faculdade de Medicina de Petrópolis (RJ) — Prova 2023

Enunciado

Menina de 14 anos comparece à consulta ginecológica levada pela mãe por ainda não ter menstruado. Ao exame físico percebe-se ausência de telarca e pubarca, além de genitália externa infantil. Qual é a conduta?

Alternativas

  1. A) Solicitar cariótipo.
  2. B) Realizar o teste da progesterona.
  3. C) Dosagem das gonadotrofinas.
  4. D) Aguardar até os 16 anos.

Pérola Clínica

Amenorreia primária + ausência de telarca/pubarca aos 14 anos → dosar gonadotrofinas para diferenciar hipo/hipergonadismo.

Resumo-Chave

A ausência de telarca aos 13 anos ou menarca aos 15 anos (ou 3 anos após telarca) define atraso puberal/amenorreia primária. Neste caso, a ausência de qualquer sinal de puberdade aos 14 anos é um atraso significativo, e a dosagem de gonadotrofinas (FSH e LH) é o passo inicial para diferenciar entre hipogonadismo hipogonadotrófico (problema central) e hipergonadotrófico (problema ovariano).

Contexto Educacional

A amenorreia primária é definida pela ausência de menarca aos 15 anos de idade ou pela ausência de telarca aos 13 anos. No caso apresentado, a menina de 14 anos sem telarca, pubarca e com genitália infantil configura um atraso puberal significativo, exigindo investigação. A conduta inicial é fundamental para direcionar o diagnóstico e tratamento. A dosagem de gonadotrofinas (FSH e LH) é o primeiro passo para diferenciar as causas de amenorreia primária. Níveis baixos de FSH e LH sugerem hipogonadismo hipogonadotrófico, indicando um problema no eixo hipotálamo-hipófise (ex: atraso constitucional do crescimento e puberdade, doenças crônicas, tumores). Níveis elevados de FSH e LH, por outro lado, apontam para hipogonadismo hipergonadotrófico, sugerindo falência ovariana primária (ex: disgenesia gonadal como na Síndrome de Turner, falência ovariana precoce). Outras investigações, como cariótipo (se FSH/LH elevados), teste de progesterona (se houver sinais de estrogênio endógeno) ou ressonância magnética de sela túrcica (se FSH/LH baixos), serão solicitadas com base nos resultados das gonadotrofinas. Aguardar até os 16 anos sem investigação seria uma conduta inadequada, pois atrasaria o diagnóstico e possível tratamento de condições importantes.

Perguntas Frequentes

Quando considerar amenorreia primária em adolescentes?

Amenorreia primária é diagnosticada se não houver menarca aos 15 anos, ou 3 anos após o início da telarca, ou se não houver telarca aos 13 anos.

Qual a primeira conduta na amenorreia primária com ausência de puberdade?

A primeira conduta é a dosagem de gonadotrofinas (FSH e LH) para diferenciar entre hipogonadismo hipogonadotrófico (FSH/LH baixos) e hipergonadotrófico (FSH/LH altos).

Quais as principais causas de amenorreia primária?

As causas podem ser divididas em hipogonadismo hipogonadotrófico (ex: atraso constitucional, doenças crônicas, tumores hipofisários) e hipergonadotrófico (ex: disgenesia gonadal, Síndrome de Turner, falência ovariana precoce).

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo