COC - Centro Oncológico de Cuiabá (MT) — Prova 2020
Uma adolescente está com 15 anos, assintomática e com amenorreia primária. Apresentou telarca com 14 anos e vem crescendo com uma velocidade de 5cm/ano. No exame físico, apresenta peso no percentil 50, as mamas estão no estágio 3 de Tanner e os pelos pubianos, no estágio 2. O exame ginecológico não revela alterações. A jovem informa, ainda, que a mãe apresentou menarca aos 16 anos. Qual é a causa mais provável da amenorreia?
Amenorreia primária + telarca/pubarca presentes + história familiar = Atraso Puberal Familiar.
A amenorreia primária em uma adolescente com desenvolvimento puberal inicial (telarca e pubarca) e história familiar de menarca tardia na mãe sugere fortemente um atraso puberal familiar. É uma causa fisiológica e de bom prognóstico, diferenciando-se de condições patológicas.
A amenorreia primária é a ausência de menarca em uma adolescente. É um motivo comum de consulta em ginecologia pediátrica e endocrinologia. A definição clássica é a ausência de menarca aos 15 anos na presença de caracteres sexuais secundários, ou aos 13 anos na ausência de qualquer desenvolvimento puberal. A investigação é crucial para diferenciar causas fisiológicas de patológicas, que podem ter implicações significativas para a saúde reprodutiva e geral da paciente. O atraso puberal familiar é uma das causas mais comuns de amenorreia primária e representa uma variação fisiológica da normalidade. Caracteriza-se por um desenvolvimento puberal tardio, mas completo, frequentemente com história familiar de puberdade tardia (mãe ou irmãs com menarca tardia). A adolescente geralmente apresenta sinais iniciais de puberdade, como telarca e pubarca, indicando que o eixo hipotálamo-hipófise-gonadal está ativo, mas com um 'set point' mais elevado ou um início mais lento. O manejo do atraso puberal familiar é geralmente expectante, com acompanhamento clínico para monitorar a progressão do desenvolvimento puberal. É importante tranquilizar a paciente e a família, explicando a natureza benigna da condição. Exames complementares podem ser solicitados para excluir outras causas, como dosagens hormonais (FSH, LH, estradiol, TSH, prolactina) e, em alguns casos, cariótipo. O prognóstico é excelente, com a maioria das adolescentes atingindo a menarca e completando o desenvolvimento puberal espontaneamente.
Amenorreia primária é definida como a ausência de menarca aos 15 anos de idade na presença de caracteres sexuais secundários, ou aos 13 anos na ausência de quaisquer caracteres sexuais secundários.
No atraso puberal familiar, a adolescente apresenta sinais de desenvolvimento puberal (telarca, pubarca) e uma história familiar de puberdade tardia, enquanto em outras causas patológicas, como disgenesia gonadal, pode haver ausência completa de desenvolvimento puberal ou outras anomalias genéticas.
A conduta inicial envolve tranquilizar a paciente e a família, monitorar o desenvolvimento puberal e realizar exames para excluir outras causas, como dosagens hormonais (FSH, LH, estradiol) e cariótipo, se houver dúvidas ou sinais atípicos.
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