SUS-SP - Sistema Único de Saúde de São Paulo — Prova 2021
Adolescente do sexo feminino, com 14 anos de idade, está preocupada porque ainda não teve menarca. Não tem antecedentes patológicos. Ao exame físico, está eutrófica, com altura no escore-z entre 0 e +1, estadiamento puberal (Tanner) M3 P4, sem outros achados.A conduta indicada é:
Amenorreia primária: ausência de menarca aos 13 anos sem sinais puberais, OU aos 15 anos COM sinais puberais. M3 P4 aos 14 anos é normal.
A menarca geralmente ocorre cerca de 2-3 anos após o início do desenvolvimento mamário (telarca). Uma adolescente com 14 anos, estadiamento Tanner M3 P4 (mamas e pelos pubianos bem desenvolvidos) e altura normal está dentro da faixa de normalidade para a menarca, que pode ocorrer até os 15 anos com desenvolvimento puberal. Não há necessidade de investigação imediata.
A conduta inicial para uma adolescente com amenorreia primária e desenvolvimento puberal adequado é tranquilizar e reavaliar, pois a menarca pode ainda ocorrer espontaneamente. A investigação laboratorial e de imagem (como ultrassonografia pélvica, dosagens hormonais e cariótipo) é reservada para casos que não se enquadram nos padrões de normalidade, como ausência de telarca aos 13 anos ou ausência de menarca aos 15 anos com telarca presente, ou em casos de suspeita de anomalias genéticas ou anatômicas.
A amenorreia primária é definida como a ausência de menarca aos 13 anos na ausência de desenvolvimento de caracteres sexuais secundários, ou aos 15 anos na presença de desenvolvimento de caracteres sexuais secundários (como mamas e pelos pubianos).
A sequência normal do desenvolvimento puberal feminino geralmente começa com a telarca (desenvolvimento mamário), seguida pela pubarca (aparecimento de pelos pubianos e axilares), e culmina com a menarca (primeira menstruação), que ocorre cerca de 2-3 anos após a telarca.
A Síndrome de Turner deve ser considerada em casos de amenorreia primária associada a baixa estatura, dismorfismos faciais, pescoço alado, tórax em escudo e outras anomalias congênitas. Nesses casos, o cariótipo é fundamental para o diagnóstico.
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