Amenorreia Primária aos 16 Anos: Investigação Hormonal

UERN - Universidade do Estado do Rio Grande do Norte — Prova 2023

Enunciado

A Ritinha já tem 16 anos e nada de menstruação e nem de mudanças em seu corpo. Os pais, preocupados, contaram o caso para a Agente Comunitária Antônia, que orientou uma consulta com o Dr. Francisco. A conduta adequada diante do quadro é:

Alternativas

  1. A) Manter o acompanhamento, pois ainda está na faixa de normalidade.
  2. B) Realizar o teste da progesterona para classificar e fazer o diagnóstico da amenorreia.
  3. C) Encaminhar ao ginecologista para investigação.
  4. D) Solicitar a dosagem de estradiol, prolactina, FSH, LH e TSH.

Pérola Clínica

Amenorreia primária aos 16 anos + ausência de caracteres sexuais secundários → Investigar com dosagens hormonais (estradiol, prolactina, FSH, LH, TSH).

Resumo-Chave

Amenorreia primária é a ausência de menarca aos 16 anos com desenvolvimento de caracteres sexuais secundários, ou aos 14 anos sem desenvolvimento. Neste caso, a ausência de menstruação e de mudanças corporais aos 16 anos indica atraso puberal e amenorreia primária, exigindo investigação hormonal completa para identificar a causa.

Contexto Educacional

A amenorreia primária é definida como a ausência de menarca aos 16 anos, independentemente do desenvolvimento de caracteres sexuais secundários, ou a ausência de menarca aos 14 anos na ausência de quaisquer caracteres sexuais secundários. É uma condição que gera grande preocupação para pacientes e familiares, exigindo uma abordagem diagnóstica sistemática para identificar a causa subjacente, que pode variar desde anomalias genéticas e anatômicas até distúrbios endócrinos. A investigação da amenorreia primária deve começar com uma história clínica detalhada e exame físico completo para avaliar o desenvolvimento puberal (estágios de Tanner) e a presença de anomalias anatômicas. Aos 16 anos, sem menarca e sem desenvolvimento de caracteres sexuais secundários, a investigação hormonal é o próximo passo crucial. A dosagem de estradiol, FSH e LH é fundamental para avaliar a função ovariana e hipofisária, diferenciando entre hipogonadismo hipogonadotrófico (problema central) e hipergonadotrófico (problema ovariano). A prolactina deve ser dosada para excluir hiperprolactinemia, e o TSH para descartar disfunção tireoidiana, que também pode afetar o ciclo menstrual e o desenvolvimento puberal. Outras investigações, como cariótipo e exames de imagem, podem ser necessárias dependendo dos resultados iniciais.

Perguntas Frequentes

Qual a definição de amenorreia primária?

Amenorreia primária é a ausência de menarca aos 16 anos, independentemente da presença de caracteres sexuais secundários, ou a ausência de menarca aos 14 anos na ausência de quaisquer caracteres sexuais secundários.

Por que dosar estradiol, prolactina, FSH, LH e TSH na amenorreia primária?

Essas dosagens hormonais são essenciais para investigar a etiologia da amenorreia primária, avaliando a função ovariana (estradiol, FSH, LH), a função hipofisária (prolactina, FSH, LH) e a função tireoidiana (TSH), que podem estar alteradas em diversas condições.

Quando se considera que o desenvolvimento puberal está atrasado?

O atraso puberal é considerado quando não há desenvolvimento de caracteres sexuais secundários (telarca) até os 13 anos em meninas ou ausência de menarca até os 16 anos.

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