SMS Goiânia - Secretaria Municipal de Saúde de Goiânia (GO) — Prova 2020
Paciente com amenorreia primária e bom desenvolvimento de caracteres sexuais secundários sugere:
Amenorreia primária + caracteres sexuais secundários normais → obstrução do trato de saída ou agenesia mulleriana.
A amenorreia primária na presença de caracteres sexuais secundários bem desenvolvidos indica que a produção hormonal ovariana está intacta. Isso direciona a investigação para causas anatômicas do trato reprodutor, como agenesia mulleriana ou obstruções do fluxo menstrual (ex: hímen imperfurado, septo vaginal transverso).
A amenorreia primária é definida como a ausência de menarca até os 13 anos na ausência de caracteres sexuais secundários, ou até os 15 anos na presença de caracteres sexuais secundários. A avaliação inicial deve sempre considerar a presença ou ausência de desenvolvimento puberal, pois isso direciona a investigação diagnóstica. Quando uma paciente apresenta amenorreia primária, mas com desenvolvimento normal de caracteres sexuais secundários (mamas e pelos pubianos), isso sugere que os ovários estão funcionando adequadamente e produzindo estrogênio. Nesse cenário, a causa mais provável é uma anomalia anatômica que impede o fluxo menstrual, como a agenesia do trato mulleriano (ex: Síndrome de Mayer-Rokitansky-Küster-Hauser, onde há ausência congênita de útero e parte superior da vagina) ou uma obstrução do trato de saída (ex: hímen imperfurado, septo vaginal transverso). Para residentes, é fundamental realizar um exame físico completo, incluindo inspeção genital, e solicitar exames de imagem como ultrassonografia pélvica para avaliar a presença e morfologia do útero e vagina. O tratamento dependerá da causa subjacente, podendo variar desde uma simples incisão de um hímen imperfurado até cirurgias mais complexas ou acompanhamento psicológico em casos de agenesia mulleriana.
Significa que a paciente nunca menstruou (amenorreia primária), mas apresenta desenvolvimento puberal completo, como mamas e pelos pubianos, indicando função ovariana e hormonal adequadas.
As principais causas são anomalias anatômicas do trato reprodutor feminino, como agenesia mulleriana (ausência de útero e/ou vagina) ou obstruções do fluxo menstrual, como hímen imperfurado ou septo vaginal transverso.
O diagnóstico envolve exame físico detalhado, incluindo inspeção genital, ultrassonografia pélvica para avaliar a presença de útero e ovários, e, se necessário, ressonância magnética ou cariótipo para descartar outras condições.
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