UFRJ/HUCFF - Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (RJ) — Prova 2023
Pode-se afirmar que mulheres que amamentam, em geral, apresentam retardo do reinício da atividade ovariana por inibição da pulsatilidade das gonadotrofinas hipotalâmicas induzida por:
Amamentação → sucção → ↑ prolactina → ↓ GnRH → ↓ FSH/LH → inibição ovulação (amenorreia lactacional).
A amamentação prolongada e exclusiva leva à elevação dos níveis de prolactina. A hiperprolactinemia inibe a pulsatilidade do GnRH hipotalâmico, que por sua vez suprime a liberação de FSH e LH pela hipófise, resultando em anovulação e amenorreia.
A amamentação é um processo fisiológico complexo que, além de nutrir o recém-nascido, exerce um impacto significativo no sistema reprodutor materno. Um dos fenômenos mais notáveis é a amenorreia lactacional, caracterizada pelo retardo do reinício da atividade ovariana e, consequentemente, da menstruação. Este mecanismo é crucial para o espaçamento natural entre as gestações e é explorado como um método contraceptivo natural. A fisiopatologia da amenorreia lactacional está intrinsecamente ligada à hiperprolactinemia induzida pela sucção do bebê. A prolactina, hormônio produzido pela hipófise anterior, tem seus níveis elevados em resposta ao estímulo da amamentação. Em concentrações elevadas, a prolactina exerce um efeito inibitório direto sobre a pulsatilidade do hormônio liberador de gonadotrofinas (GnRH) no hipotálamo. A supressão do GnRH, por sua vez, leva a uma redução na secreção das gonadotrofinas hipofisárias, o hormônio folículo-estimulante (FSH) e o hormônio luteinizante (LH). A ausência de picos adequados de FSH e LH impede o desenvolvimento folicular, a ovulação e a formação do corpo lúteo, resultando em um estado de anovulação e amenorreia. É importante que os profissionais de saúde compreendam esse mecanismo para orientar as puérperas sobre a contracepção e o retorno da fertilidade.
A amamentação, especialmente a exclusiva e frequente, causa hiperprolactinemia, que inibe a pulsatilidade do GnRH, suprimindo a liberação de FSH e LH, resultando em anovulação e amenorreia (amenorreia lactacional).
A prolactina é o principal hormônio. Seus níveis elevados inibem a secreção de GnRH pelo hipotálamo, que é essencial para a liberação de FSH e LH e, consequentemente, para o desenvolvimento folicular e ovulação.
Sim, o Método da Amenorreia Lactacional (MAL) pode ser eficaz se a mulher estiver amamentando exclusivamente, o bebê tiver menos de 6 meses e a amenorreia persistir. No entanto, sua eficácia diminui com a introdução de outros alimentos ou redução da frequência da amamentação.
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