MedEvo Simulado — Prova 2025
Sofia, 28 anos, procura atendimento devido a amenorreia secundária há 8 meses. Nega gravidez, uso de drogas ilícitas, galactorreia, alterações visuais ou cefaleia. Exames iniciais revelaram Beta-hCG negativo, TSH e Prolactina normais, e FSH dentro da faixa de normalidade. Após a administração de acetato de medroxiprogesterona por 7 dias, não houve sangramento de privação. Subsequentemente, foi realizado um ciclo de estrogênio conjugado por 21 dias, seguido de acetato de medroxiprogesterona por 7 dias, o que resultou em sangramento. Qual a hipótese diagnóstica mais provável para o quadro de Sofia?
Amenorreia secundária + progesterona negativo + estrogênio/progesterona positivo → Amenorreia Hipotalâmica Funcional.
O teste de progesterona negativo, seguido de sangramento após estrogênio e progesterona, sugere que o útero e o trato de saída estão funcionantes, mas há deficiência de estrogênio endógeno. Com FSH normal, a causa mais provável é uma disfunção no eixo hipotálamo-hipófise, caracterizando AHF.
A amenorreia secundária é a ausência de menstruação por 3 ciclos ou 6 meses em mulheres que já menstruaram. É uma condição comum na prática ginecológica, exigindo uma investigação sistemática para determinar a causa subjacente. A compreensão dos testes hormonais é crucial para o diagnóstico diferencial. A Amenorreia Hipotalâmica Funcional (AHF) é um diagnóstico de exclusão, caracterizada por hipoestrogenismo hipogonadotrófico (FSH e LH normais ou baixos) devido à disfunção do pulso de GnRH. O diagnóstico é confirmado pela ausência de sangramento após progesterona e sangramento após o ciclo combinado de estrogênio e progesterona, descartando causas uterinas e ovarianas. O tratamento da AHF foca na reversão dos fatores etiológicos (redução do estresse, ganho de peso, diminuição do exercício) e, se necessário, na reposição hormonal para prevenir complicações a longo prazo como osteopenia e infertilidade. A abordagem multidisciplinar é fundamental para o manejo adequado.
O diagnóstico de amenorreia secundária envolve excluir gravidez, avaliar TSH e prolactina, e realizar testes de progesterona e estrogênio-progesterona para localizar a disfunção (útero, ovário ou eixo hipotálamo-hipófise).
O teste de progesterona avalia a presença de estrogênio endógeno e a responsividade do endométrio. Sangramento após progesterona indica estrogênio presente (ex: SOP); ausência de sangramento sugere hipoestrogenismo ou obstrução do trato de saída.
A AHF é frequentemente associada a estresse físico (exercício excessivo), psicológico, restrição calórica, baixo peso ou doenças crônicas, que suprimem a liberação de GnRH.
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