PMFI - Prefeitura Municipal de Foz do Iguaçu (PR) — Prova 2022
Mulher de 19 anos procura atendimento por estarem amenorreia há 4 meses. Anteriormente tinha ciclos menstruais regulares. Não faz uso de medicação. Nega atividade sexual. Relata estar muito ansiosa pois irá prestar vestibular no próximo mês. Traz ultrassonografia pélvica e dosagem de Prolactina e TSH, todos normais. Trata-se de:
Amenorreia secundária + estresse/ansiedade + exames normais → Amenorreia hipotalâmica funcional (GnRH ↓).
A amenorreia hipotalâmica funcional é um diagnóstico de exclusão em mulheres com amenorreia secundária, onde fatores como estresse, exercícios intensos ou baixa ingesta calórica suprimem o eixo hipotálamo-hipófise-gonadal. A redução da pulsatilidade do GnRH leva à diminuição de FSH e LH, resultando em hipoestrogenismo e anovulação, mesmo com exames básicos normais.
A amenorreia secundária é definida como a ausência de menstruação por um período de pelo menos 3 ciclos menstruais consecutivos ou 6 meses em mulheres que já menstruaram regularmente. É um sintoma comum que pode indicar diversas condições subjacentes, desde alterações fisiológicas até patologias graves. A investigação etiológica é crucial para um manejo adequado e para preservar a fertilidade futura da paciente. A amenorreia hipotalâmica funcional (AHF) é uma das causas mais comuns de amenorreia secundária, caracterizada pela disfunção do eixo hipotálamo-hipófise-ovário sem uma causa orgânica identificável. Fatores como estresse psicológico, exercícios físicos extenuantes, restrição calórica e baixo peso corporal podem levar à redução da pulsatilidade do GnRH pelo hipotálamo. Isso resulta em diminuição da secreção de FSH e LH pela hipófise, levando à anovulação e hipoestrogenismo, com níveis de prolactina e TSH geralmente normais. O tratamento da AHF foca na modificação dos fatores precipitantes, como redução do estresse, ajuste da dieta e do nível de atividade física. A restauração do peso corporal e a redução do estresse são frequentemente suficientes para restabelecer os ciclos menstruais. Em casos de desejo de gravidez, a indução da ovulação com gonadotrofinas ou bomba de GnRH pode ser necessária. O acompanhamento é importante para monitorar a densidade óssea, pois o hipoestrogenismo prolongado pode levar à osteopenia ou osteoporose.
O diagnóstico de amenorreia hipotalâmica funcional é de exclusão, baseado na presença de amenorreia secundária, exclusão de outras causas (gravidez, hiperprolactinemia, disfunção tireoidiana, SOP, falência ovariana), e histórico de fatores estressores como estresse psicológico, exercícios intensos ou restrição calórica.
O estresse, seja físico ou psicológico, pode suprimir a pulsatilidade do hormônio liberador de gonadotrofinas (GnRH) no hipotálamo. Essa redução na liberação de GnRH leva a uma diminuição na secreção de FSH e LH pela hipófise, resultando em anovulação e, consequentemente, amenorreia.
A investigação inicial inclui teste de gravidez, dosagens de TSH, prolactina, FSH, LH e estradiol. Ultrassonografia pélvica pode ser útil para avaliar a anatomia uterina e ovariana. Em casos de amenorreia hipotalâmica, esses exames geralmente se apresentam normais ou com níveis baixos de gonadotrofinas e estradiol.
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