SMS João Pessoa - Secretaria Municipal de Saúde de João Pessoa (PB) — Prova 2022
Paciente SVL, jovem, 17 anos, nulípara, encontra-se em fase de muita dedicação aos estudos, pois irá prestar provas para ingressar na faculdade, informa que há 4 meses se encontra sem menstruar e que nunca teve atividade sexual. Realizou alguns exames que evidenciaram TSH, prolactina e ultrassonografia pélvica normais. Sua genitora ainda relata que a mesma não apresenta outras comorbidades e não usa medicações. Diante desta situação clínica, preocupadas, procuram a assistência médica e perguntam qual o possível diagnóstico?
Amenorreia secundária + estresse/baixo peso + exames normais → amenorreia hipotalâmica funcional (GnRH baixo).
A amenorreia hipotalâmica funcional é uma causa comum de amenorreia secundária em adolescentes e mulheres jovens, frequentemente associada a estresse físico ou psicológico, baixo peso ou exercícios intensos. Caracteriza-se por níveis baixos de GnRH, LH e FSH, com estrogênio baixo.
A amenorreia secundária em adolescentes e mulheres jovens é uma queixa comum na prática clínica, e sua investigação requer uma abordagem sistemática. É fundamental excluir gravidez e outras causas orgânicas antes de considerar diagnósticos funcionais. Este cenário é frequentemente explorado em questões de residência para testar o raciocínio clínico. No caso apresentado, a paciente é jovem, nulípara, com amenorreia secundária e exames de TSH, prolactina e ultrassonografia pélvica normais. A ausência de comorbidades ou uso de medicações, juntamente com o relato de dedicação intensa aos estudos (indicando estresse), aponta fortemente para amenorreia hipotalâmica funcional. Esta condição é caracterizada por uma disfunção no hipotálamo, levando a uma secreção reduzida e não pulsátil de GnRH, o que resulta em baixos níveis de LH e FSH (hipogonadismo hipogonadotrófico) e, consequentemente, baixos níveis de estrogênio. O diagnóstico de amenorreia hipotalâmica funcional é de exclusão. É importante orientar a paciente sobre a relação entre estresse, nutrição e ciclo menstrual. O tratamento envolve a modificação do estilo de vida, redução do estresse e, se necessário, reposição hormonal para prevenir complicações a longo prazo, como a perda de densidade mineral óssea.
As causas incluem gravidez, disfunções tireoidianas, hiperprolactinemia, síndrome dos ovários policísticos (SOP), amenorreia hipotalâmica funcional, insuficiência ovariana primária e anomalias anatômicas.
O estresse físico ou psicológico pode levar à disfunção do eixo hipotálamo-hipófise-gonadal, inibindo a secreção pulsátil de GnRH pelo hipotálamo. Isso resulta em baixos níveis de LH e FSH, e consequentemente, baixa produção de estrogênio pelos ovários, levando à amenorreia.
Além de TSH e prolactina, são importantes dosagens de FSH, LH e estradiol para avaliar a função ovariana e hipofisária. Um teste de progesterona pode ser realizado para avaliar a presença de estrogênio endógeno.
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