São Leopoldo Mandic - Faculdade de Medicina (SP) — Prova 2025
Quais são as características principais que diferenciam a amenorreia hipotalâmica funcional de outras causas de amenorreia secundária?
AHF = supressão GnRH por estresse, perda de peso ou exercício excessivo, sem causa orgânica.
A amenorreia hipotalâmica funcional (AHF) é uma forma de amenorreia secundária causada por estresse físico ou psicológico (perda de peso, exercício intenso, estresse emocional), que suprime a secreção pulsátil de GnRH, resultando em hipogonadismo hipogonadotrófico.
A amenorreia hipotalâmica funcional (AHF) é uma das causas mais comuns de amenorreia secundária, caracterizada pela ausência de menstruação por pelo menos três ciclos consecutivos em mulheres que já menstruavam. Diferencia-se de outras causas por sua etiologia não orgânica, estando diretamente relacionada a fatores como estresse físico (perda de peso, baixo IMC, exercício excessivo) e estresse psicológico. É crucial para o residente reconhecer essa condição, especialmente em pacientes jovens. A fisiopatologia da AHF envolve a supressão do eixo hipotálamo-hipófise-gonadal. O estresse, seja ele metabólico ou emocional, interfere na secreção pulsátil do hormônio liberador de gonadotrofinas (GnRH) pelo hipotálamo. Essa redução na pulsatilidade do GnRH leva a uma diminuição na liberação de FSH (hormônio folículo-estimulante) e LH (hormônio luteinizante) pela hipófise, resultando em hipogonadismo hipogonadotrófico e, consequentemente, na anovulação e amenorreia. O diagnóstico da AHF é de exclusão, após descartar outras causas de amenorreia secundária, como gravidez, hiperprolactinemia, disfunção tireoidiana, síndrome dos ovários policísticos (SOP) e falência ovariana prematura. O tratamento visa reverter os fatores desencadeantes, como a normalização do peso corporal, a redução do nível de estresse e a moderação do exercício físico. A reposição estrogênica pode ser indicada para prevenir complicações a longo prazo, como a osteopenia/osteoporose.
Os principais fatores de risco incluem perda significativa de peso, baixo índice de massa corporal (IMC), exercício físico intenso e estresse psicológico crônico.
A AHF leva à supressão da secreção pulsátil do hormônio liberador de gonadotrofinas (GnRH) pelo hipotálamo, o que, por sua vez, diminui a liberação de FSH e LH pela hipófise e, consequentemente, a produção de estrogênio pelos ovários.
O tratamento foca na modificação dos fatores causais, como ganho de peso, redução do estresse e do exercício físico. A reposição hormonal pode ser considerada para proteger a densidade óssea e restaurar a menstruação, se necessário.
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