Santa Casa de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2021
Uma III-gesta II-para, com 32 semanas de gravidez, chega ao hospital com 2 contrações de 30 segundos e média intensidade, colo medianizado, médio, pérvio para 2 cm, bolsa íntegra e apresentação cefálica. Teve dois partos prematuros anteriores. Sobre esse quadro, é correto
Ameaça de parto prematuro com risco ↑ (história prévia) → Internar, tocolítico, corticoide, ATB GBS.
Paciente com 32 semanas, contrações, dilatação cervical e história de dois partos prematuros anteriores apresenta alto risco de parto prematuro. A conduta correta inclui internação, avaliação da vitalidade fetal, uso de tocolítico (nifedipina), corticoide para maturação pulmonar fetal e antibioticoterapia para profilaxia de Estreptococo do Grupo B (GBS), dado o risco de parto iminente.
A ameaça de parto prematuro é definida pela presença de contrações uterinas regulares e modificações cervicais (dilatação ou esvaecimento) antes de 37 semanas completas de gestação. É uma das principais causas de morbimortalidade neonatal, e a identificação precoce e o manejo adequado são cruciais para melhorar os desfechos. Fatores de risco como história de partos prematuros anteriores aumentam significativamente a probabilidade de recorrência. O diagnóstico baseia-se na avaliação clínica, incluindo a frequência e intensidade das contrações, exame do colo uterino e, por vezes, testes como a fibronectina fetal. Uma vez diagnosticada a ameaça de parto prematuro, a conduta visa prolongar a gestação para permitir a maturação fetal e prevenir complicações neonatais. Isso envolve internação hospitalar para monitorização e intervenções específicas. As principais intervenções incluem a tocolise (uso de medicamentos como a nifedipina para inibir as contrações uterinas), a corticoterapia para maturação pulmonar fetal (administração de betametasona ou dexametasona para gestações entre 24 e 34 semanas) e a profilaxia para Estreptococo do Grupo B (GBS) com antibióticos, especialmente se o status de GBS for desconhecido ou positivo, para prevenir infecção neonatal. A avaliação contínua da vitalidade fetal é essencial durante todo o processo.
Os principais fatores de risco para parto prematuro incluem história prévia de parto prematuro, gestação múltipla, infecções (urinárias, vaginais), sangramento vaginal, colo uterino curto, anomalias uterinas, estresse materno e condições médicas maternas como hipertensão e diabetes.
Os corticoides (betametasona ou dexametasona) são administrados em gestantes com ameaça de parto prematuro entre 24 e 34 semanas de gestação para acelerar a maturação pulmonar fetal, reduzindo a incidência e a gravidade da síndrome do desconforto respiratório neonatal e outras complicações.
A profilaxia para GBS com antibióticos (geralmente ampicilina ou penicilina) é indicada em gestantes com ameaça de parto prematuro quando o status de GBS é desconhecido ou positivo, para prevenir a transmissão vertical da bactéria ao recém-nascido, que pode causar sepse neonatal grave.
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