SMS Piracicaba - Secretaria Municipal de Saúde de Piracicaba (SP) — Prova 2022
Paciente primigesta, 36 anos, deu entrada no PSGO com queixa de sangramento vaginal em pequena quantidade. Rh positivo. Ao exame especular: pequeno sangramento coletado em fundo de saco posterior, sem sangramento ativo, colo uterino sem lesões. Ao toque vaginal bimanual: fundo uterino intrapélvico, anexos não palpáveis. Colo impérvio, grosso e posterior. Ao ultrassom transvaginal, evidenciado embrião único, CCN 68 mm, BCE: 163 bpm, biometria pelo CCN compatível com 13 semanas e 1 dia. De acordo com o caso relatado, assinale a alternativa correta.
Sangramento vaginal + colo impérvio + embrião viável no USG → Ameaça de aborto = Repouso relativo e acompanhamento.
A ameaça de aborto é caracterizada por sangramento vaginal no primeiro trimestre, com colo uterino fechado e presença de embrião/feto viável no ultrassom. A conduta é expectante, com repouso relativo e acompanhamento, pois a gestação pode evoluir normalmente.
A ameaça de aborto é uma condição comum no primeiro trimestre da gestação, caracterizada por sangramento vaginal de pequena a moderada quantidade, com ou sem cólicas leves, mas com o colo uterino fechado e a vitalidade fetal preservada. Estima-se que ocorra em 20-25% das gestações, e cerca de metade delas evolui para abortamento espontâneo, enquanto a outra metade prossegue normalmente. O diagnóstico é feito pela história clínica, exame físico (especular para avaliar a origem e quantidade do sangramento, e toque vaginal para confirmar o colo impérvio) e, crucialmente, pela ultrassonografia transvaginal. O ultrassom deve confirmar a gestação intrauterina, a presença de embrião/feto com batimentos cardíacos fetais (BCF) e a ausência de descolamento ovular significativo. A biometria fetal (CCN) é importante para datar a gestação. A conduta para a ameaça de aborto é predominantemente expectante e conservadora. Recomenda-se repouso relativo, evitar esforços físicos e abstinência sexual. Não há evidências robustas que suportam o uso rotineiro de progesterona ou outros medicamentos para prevenir o abortamento nesses casos. O acompanhamento é feito com ultrassonografias seriadas para monitorar a vitalidade fetal e a evolução da gestação. É fundamental tranquilizar a paciente e orientá-la sobre os sinais de alerta para buscar atendimento médico imediato.
Os critérios incluem sangramento vaginal de pequena quantidade no primeiro trimestre, dor abdominal leve ou ausente, colo uterino fechado e presença de saco gestacional com embrião/feto viável no ultrassom, confirmando a vitalidade fetal.
A conduta é conservadora, com repouso relativo, abstinência sexual e acompanhamento rigoroso. Não há evidências robustas de que progesterona ou outros medicamentos melhorem o prognóstico em todos os casos de ameaça de aborto.
Embora haja um risco aumentado de abortamento, muitas gestações com ameaça de aborto evoluem normalmente até o termo, especialmente se o sangramento for leve e o embrião for viável no ultrassom, com batimentos cardíacos presentes.
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