Sangramento 1º Trimestre: Ameaça de Aborto e Diagnóstico

HEVV - Hospital Evangélico de Vila Velha (ES) — Prova 2024

Enunciado

Paciente grávida, com 12 semanas de gestação, apresenta sangramento vaginal em pequena quantidade, vermelho vivo, que a levou ao pronto atendimento. Sobre o ocorrido, assinale a alternativa correta.

Alternativas

  1. A) Pela cor do sangramento (vermelho vivo), o diagnóstico de placenta prévia precisa ser considerado como hipótese diagnóstica.
  2. B) Caso, no exame físico, fosse observado colo uterino com dilatação, estaríamos diante de um quadro de trabalho de parto pré-termo.
  3. C) Ameaça de aborto precisa ser considerada, e o exame físico auxiliaria na diferenciação de abortamento inevitável.
  4. D) Repouso e tocólise (medicações para inibir contrações uterinas) seriam condutas cabíveis nessa situação.

Pérola Clínica

Sangramento 1º trimestre + colo fechado = Ameaça de aborto; colo aberto = Abortamento inevitável.

Resumo-Chave

O sangramento vaginal no primeiro trimestre é uma queixa comum e exige avaliação cuidadosa para diferenciar condições benignas de patologias graves. O exame físico, especialmente a avaliação do colo uterino, é crucial para distinguir entre ameaça de aborto (colo fechado) e abortamento inevitável (colo aberto).

Contexto Educacional

O sangramento vaginal no primeiro trimestre da gestação é uma intercorrência comum, afetando cerca de 20-30% das gestações. Embora muitas vezes benigno, pode indicar condições como ameaça de aborto, abortamento inevitável, aborto incompleto, gravidez ectópica ou doença trofoblástica gestacional. A avaliação rápida e precisa é crucial para determinar a viabilidade da gestação e instituir a conduta adequada, impactando diretamente o prognóstico materno-fetal. A fisiopatologia do sangramento precoce pode envolver descolamento ovular, alterações hormonais ou problemas cromossômicos. O diagnóstico diferencial é guiado pela anamnese, exame físico (especular e toque vaginal) e ultrassonografia transvaginal. A presença de sangramento com colo uterino fechado e batimentos cardíacos fetais é sugestiva de ameaça de aborto, enquanto a dilatação cervical indica abortamento inevitável. A ultrassonografia confirma a localização da gestação, a presença de embrião e batimentos cardíacos, e a presença de descolamento. A conduta na ameaça de aborto geralmente envolve repouso relativo e acompanhamento, com reavaliação clínica e ultrassonográfica. Não há evidências robustas para o uso rotineiro de tocolíticos ou progesterona em todos os casos. Em contraste, o abortamento inevitável indica uma perda gestacional iminente, e a conduta pode variar desde o manejo expectante até a intervenção cirúrgica (curetagem ou aspiração manual intrauterina - AMIU), dependendo da idade gestacional e do estado clínico da paciente.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais de ameaça de aborto?

Ameaça de aborto é caracterizada por sangramento vaginal no primeiro trimestre, geralmente em pequena quantidade, com colo uterino fechado e batimentos cardíacos fetais presentes.

Como o exame físico diferencia ameaça de aborto de abortamento inevitável?

O exame físico, especialmente a avaliação do colo uterino, é fundamental. Na ameaça de aborto, o colo está fechado; no abortamento inevitável, o colo uterino está dilatado.

Qual a conduta inicial em caso de ameaça de aborto?

A conduta inicial inclui repouso relativo, abstinência sexual e acompanhamento. Tocólise e progesterona podem ser consideradas em casos selecionados, mas não são rotina.

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