HSC - Hospital Samaritano Campinas (SP) — Prova 2024
Primigesta de 7 semanas com sangramento vaginal há 3 horas. Refere dor pélvica de leve intensidade, sem melhora com uso de antiespasmódico. Traz exame de Beta HCG de dois dias atrás com resultado de 2500mUI/ml. Apresenta-se em BEG, descorada +/4+, hidratada, afebril, normotensa. Ao Exame ginecológico, observa-se discreto sangramento em fundo de saco e colo uterino impérvio. Quais são a provável hipótese diagnóstica e a melhor conduta neste momento?
Sangramento vaginal + dor leve + colo impérvio + vitalidade fetal (se visível) = Ameaça de Aborto. Conduta: repouso e USG TV.
A ameaça de aborto é caracterizada por sangramento vaginal e/ou dor pélvica no primeiro trimestre da gravidez, com o colo uterino fechado e sem eliminação de produtos da concepção. O Beta HCG compatível com a idade gestacional e o colo impérvio são cruciais para o diagnóstico, e a conduta inicial é expectante, com repouso e ultrassonografia para avaliar a vitalidade fetal.
A ameaça de aborto é uma das causas mais comuns de sangramento vaginal no primeiro trimestre da gravidez, afetando cerca de 20-30% das gestações. É definida pela presença de sangramento vaginal, com ou sem dor abdominal tipo cólica, em uma gestação com menos de 20 semanas, na qual o colo uterino permanece fechado e não há eliminação de produtos da concepção. A importância clínica reside na necessidade de diferenciar essa condição de outras causas de sangramento, como aborto inevitável, aborto em curso, gestação ectópica ou mola hidatiforme, que exigem condutas distintas e mais urgentes. O diagnóstico da ameaça de aborto é primariamente clínico, baseado na história e exame físico, que revela um colo uterino impérvio. A dosagem sérica de Beta HCG e a ultrassonografia transvaginal são exames complementares essenciais. O Beta HCG, quando seriado, pode indicar a progressão da gestação, enquanto o ultrassom confirma a gestação intrauterina, avalia a vitalidade embrionária/fetal e a presença de descolamentos. A dor pélvica, se presente, é geralmente de leve intensidade e pode ser aliviada com antiespasmódicos. A conduta para ameaça de aborto é classicamente expectante. Recomenda-se repouso relativo, abstinência sexual e observação. Não há evidências científicas robustas que suportem o uso rotineiro de progesterona para prevenir o aborto espontâneo, embora possa ser considerada em casos selecionados de deficiência de progesterona. O prognóstico é variável; muitas gestações com ameaça de aborto evoluem normalmente, enquanto outras podem progredir para abortamento. O acompanhamento cuidadoso é fundamental para monitorar a evolução e intervir se necessário.
Os critérios incluem sangramento vaginal de intensidade variável, dor pélvica leve a moderada, colo uterino fechado (impérvio) e presença de vitalidade fetal (se a idade gestacional permitir a visualização no ultrassom). O Beta HCG deve ser compatível com a idade gestacional.
A conduta inicial é expectante, incluindo repouso relativo, abstinência sexual e realização de ultrassonografia transvaginal para avaliar a vitalidade embrionária/fetal, a localização da gestação e a presença de descolamento ovular. Não há evidências robustas para o uso rotineiro de progesterona.
O Beta HCG seriado pode indicar a evolução da gestação (aumento adequado sugere vitalidade). O ultrassom transvaginal é fundamental para confirmar a gestação intrauterina, avaliar a presença de saco gestacional, vesícula vitelínica e embrião, além de detectar a atividade cardíaca e a presença de descolamentos, diferenciando ameaça de aborto de aborto inevitável ou gestação ectópica.
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