HSA Guarujá - Hospital Santo Amaro de Guarujá (SP) — Prova 2023
Paciente de 20 anos, primigesta, idade gestacional com 8 semanas, vem ao prontoatendimento queixando-se de sangramento vaginal de pequena quantidade com início há 1 dia. O exame físico evidência sangue em fundo de saco e toque vaginal com colo impérvio. Ultrassom mostra embrião único, vivo e hematoma pós-descolamento de cerca de 20% do saco gestacional. A conduta diante do caso clínico é:
Sangramento 1º trimestre + colo impérvio + embrião vivo + hematoma subcoriônico < 50% = Conduta expectante.
O sangramento vaginal no primeiro trimestre, com colo impérvio e embrião vivo, é classificado como ameaça de aborto. A presença de um hematoma subcoriônico de pequeno a moderado tamanho (até 20% do saco gestacional) não contraindica a conduta expectante, pois muitos casos evoluem favoravelmente.
O sangramento vaginal no primeiro trimestre de gravidez é uma queixa comum, ocorrendo em cerca de 20-30% das gestações. A avaliação inicial é crucial para diferenciar entre condições benignas e ameaçadoras. A presença de sangramento, colo uterino impérvio e vitalidade embrionária ao ultrassom caracteriza a ameaça de aborto, uma condição que pode evoluir para aborto espontâneo ou para uma gestação a termo. O hematoma subcoriônico, também conhecido como descolamento ovular, é uma coleção de sangue entre o córion e o útero. Pequenos hematomas (inferiores a 20-25% do saco gestacional) são comuns e geralmente não afetam o prognóstico da gravidez, resolvendo-se espontaneamente. A conduta expectante é a abordagem mais adequada nesses casos, monitorando a paciente e o desenvolvimento da gestação. Intervenções como repouso absoluto ou uso de progesterona são práticas comuns, mas a evidência científica para sua eficácia na prevenção do aborto espontâneo em casos de ameaça de aborto com embrião vivo é limitada. A curetagem uterina é reservada para abortos incompletos ou retidos. O acompanhamento ultrassonográfico é fundamental para reavaliar a vitalidade embrionária, o tamanho do hematoma e a progressão da gestação.
A ameaça de aborto é caracterizada por sangramento vaginal de intensidade variável no primeiro trimestre, com colo uterino fechado (impérvio) e presença de vitalidade embrionária ou fetal ao ultrassom.
Embora frequentemente prescritos, o repouso domiciliar absoluto e a progesterona via vaginal não possuem evidências robustas de eficácia para prevenir o aborto em casos de ameaça de aborto com embrião vivo, sendo a conduta expectante a principal recomendação.
A curetagem uterina é indicada em casos de aborto incompleto ou retido, onde não há vitalidade embrionária ou fetal e o colo uterino está aberto ou há restos ovulares, mas não na ameaça de aborto com embrião vivo.
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