PMF - Prefeitura Municipal de Franca (SP) — Prova 2020
Gestante no 1. Trimestre de gestação, procura o PS com queixa de sangramento genital leve, associada à dor tipo cólica em baixo ventre. O exame tocoginecológico revelou colo uterino impermeável, presença de secreção sanguínea discreta em cavidade genital e, ao toque bimanual, o fundo uterino é compatível com o tempo de amenorreia. O quadro clínico sugere:
Ameaça de aborto = sangramento + cólica leve + colo fechado + útero compatível IG.
A ameaça de aborto é caracterizada por sangramento vaginal e/ou cólicas no primeiro trimestre, mas sem dilatação cervical ou expulsão de produtos da concepção. O colo uterino permanece fechado e o tamanho uterino é compatível com a idade gestacional.
A ameaça de aborto é uma condição comum que afeta cerca de 20-25% das gestações no primeiro trimestre, sendo uma das principais causas de procura por atendimento de emergência em obstetrícia. É fundamental para o médico generalista e residente saber identificar e manejar corretamente essa situação, que, apesar do nome, não necessariamente evolui para um abortamento. A importância clínica reside na capacidade de tranquilizar a paciente e instituir as medidas de suporte adequadas. Fisiopatologicamente, a ameaça de aborto pode estar relacionada a diversas causas, como alterações hormonais, implantação placentária, ou pequenos descolamentos ovulares. O diagnóstico é clínico, baseado na tríade de sangramento vaginal, dor tipo cólica e, crucialmente, colo uterino fechado e útero compatível com a idade gestacional. A ultrassonografia transvaginal é essencial para confirmar a vitalidade fetal e descartar outras condições, como gravidez ectópica ou mola hidatiforme. O tratamento da ameaça de aborto é conservador, focado em repouso físico e sexual, além de suporte psicológico à gestante. Não há evidências robustas para o uso rotineiro de progesterona, embora possa ser considerada em casos específicos. O prognóstico é variável, com muitas gestações evoluindo normalmente, mas um risco aumentado de abortamento espontâneo. O acompanhamento deve ser individualizado, com reavaliações periódicas para monitorar a evolução do quadro.
Os principais sinais incluem sangramento vaginal leve a moderado e dor tipo cólica em baixo ventre, ambos no primeiro trimestre. O exame físico revela colo uterino fechado e útero compatível com a idade gestacional.
A conduta inicial envolve repouso relativo, abstinência sexual e acompanhamento médico rigoroso, com ultrassonografia para avaliar a vitalidade fetal e descartar outras causas de sangramento.
A diferenciação crucial está no colo uterino: na ameaça de aborto, o colo está fechado. No aborto inevitável, o colo está dilatado, e no incompleto, há dilatação e expulsão parcial de produtos da concepção.
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