SMS João Pessoa - Secretaria Municipal de Saúde de João Pessoa (PB) — Prova 2020
Gestante com última menstruação há oito semanas, procura a maternidade com queixa de cólicas hipogástricas e relato de sangramento vaginal moderado há dois dias. Ao exame, o obstetra detecta um útero de consistência amolecida, com volume aumentado, compatível com a amenorreia referida, colo uterino apresenta-se fechado. Baseado no exposto acima: Assinale a alternativa CORRETA que contém o diagnóstico clínico mais provável e o método propedêutico mais adequado para o esclarecimento do caso:
Sangramento + cólica + colo fechado + útero compatível com IG → Ameaça de aborto; USG transvaginal para vitalidade.
A presença de sangramento vaginal e cólicas hipogástricas em uma gestante com colo uterino fechado e útero de tamanho compatível com a idade gestacional sugere uma ameaça de aborto. O ultrassom pélvico transvaginal é o método mais adequado para avaliar a vitalidade embrionária/fetal e a presença de descolamento ovular.
A ameaça de aborto é uma das intercorrências mais comuns no primeiro trimestre da gravidez, caracterizada por sangramento vaginal e/ou cólicas hipogástricas, com o colo uterino ainda fechado e o útero de tamanho compatível com a idade gestacional. É fundamental diferenciar essa condição de outros tipos de abortamento, pois a ameaça de aborto tem potencial de evolução para uma gestação a termo. O diagnóstico clínico é baseado na anamnese e exame físico, mas o método propedêutico mais adequado e essencial para o esclarecimento do caso é o ultrassom pélvico transvaginal. Este exame permite avaliar a vitalidade embrionária/fetal (presença de batimentos cardíacos), a localização da gestação (intra ou extrauterina), a idade gestacional, a presença de descolamento ovular ou hematomas, e a morfologia do saco gestacional e do embrião. A dosagem de beta-hCG pode ser útil para acompanhar a evolução, mas não substitui a avaliação ultrassonográfica para a vitalidade. Para o residente, é crucial entender que, diante de uma ameaça de aborto, o objetivo é confirmar a vitalidade da gestação e orientar a paciente sobre repouso relativo e abstinência sexual, embora a eficácia dessas medidas seja controversa. O acompanhamento ultrassonográfico é essencial para monitorar a evolução e identificar sinais de piora ou melhora do quadro.
Os sinais incluem sangramento vaginal de intensidade variável, geralmente leve a moderado, e cólicas hipogástricas. Ao exame, o colo uterino está fechado e o útero tem tamanho compatível com a idade gestacional.
O ultrassom transvaginal é crucial para confirmar a localização da gestação, avaliar a vitalidade embrionária/fetal (presença de batimentos cardíacos), medir o saco gestacional e identificar a presença de descolamento ovular ou hematomas.
A principal diferença é o estado do colo uterino: na ameaça de aborto, o colo está fechado. Em aborto em curso ou inevitável, o colo está aberto; no aborto incompleto, há restos ovulares e colo aberto; no aborto completo, o útero está contraído e colo fechado após a expulsão.
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