Ameaça de Aborto: Diagnóstico e Achados Ultrassonográficos

HIAE/Einstein - Hospital Israelita Albert Einstein (SP) — Prova 2025

Enunciado

Mulher de 28 anos, com atraso menstrual de 7 semanas, refere sangramento vaginal associado a dor em baixo ventre.Assinale a alternativa que indica a associação correta entre achados adicionais e hipótese diagnóstica.

Alternativas

  1. A) Dosagem de beta-hCG sérico de 1200 mUI/mL e ultrassonografia transvaginal, demonstrando saco gestacional de 10 mm no interior da cavidade uterina; ameaça de aborto.
  2. B) Exame clínico demonstrando colo pérvio no toque digital, sem visualização de saída de restos ovulares no exame especular; ameaça de aborto.
  3. C) Ultrassonografia transvaginal demonstrando embrião de 5 mm, sem batimentos cardíacos; gestação não evolutiva.
  4. D) Dosagem de beta-hCG sérico de 4000 mUI/mL, colo impérvio ao toque vaginal e ultrassonografia transvaginal com cavidade uterina vazia; aborto incompleto.

Pérola Clínica

Sangramento + dor + saco gestacional intrauterino com beta-hCG compatível = Ameaça de aborto.

Resumo-Chave

Ameaça de aborto é caracterizada por sangramento vaginal e dor abdominal em gestantes com colo uterino fechado e presença de gestação intrauterina viável. A ultrassonografia confirma a localização e o beta-hCG sérico auxilia na avaliação da vitalidade e evolução.

Contexto Educacional

O sangramento vaginal no primeiro trimestre da gestação é uma queixa comum e sempre gera preocupação. A ameaça de aborto é uma das causas mais frequentes e é caracterizada pela presença de sangramento vaginal e/ou dor abdominal tipo cólica em uma gestante com colo uterino fechado e evidência de uma gestação intrauterina viável. É crucial diferenciar essa condição de outras causas de sangramento, como aborto inevitável, aborto incompleto, gestação ectópica ou gestação anembrionária. O diagnóstico da ameaça de aborto baseia-se na tríade clínica de atraso menstrual, sangramento vaginal e dor em baixo ventre, associada a achados específicos em exames complementares. A ultrassonografia transvaginal é a ferramenta diagnóstica mais importante, permitindo visualizar o saco gestacional dentro da cavidade uterina, identificar a vesícula vitelínica e o embrião, e confirmar a presença de batimentos cardíacos fetais, que são indicativos de vitalidade. A dosagem sérica de beta-hCG complementa a avaliação ultrassonográfica, auxiliando na estimativa da idade gestacional e no monitoramento da evolução da gravidez. Em uma ameaça de aborto, espera-se que os níveis de beta-hCG estejam compatíveis com a idade gestacional e apresentem um aumento adequado em dosagens seriadas. O manejo geralmente envolve repouso relativo, abstinência sexual e observação, com reavaliações clínicas e ultrassonográficas para monitorar a progressão da gestação.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais sintomas de uma ameaça de aborto?

Os principais sintomas de ameaça de aborto incluem sangramento vaginal de intensidade variável (geralmente leve a moderado) e dor em baixo ventre, tipo cólica, em uma gestante com colo uterino fechado e gestação intrauterina.

Qual o papel da ultrassonografia transvaginal no diagnóstico da ameaça de aborto?

A ultrassonografia transvaginal é fundamental para confirmar a localização intrauterina da gestação, avaliar a presença de saco gestacional, vesícula vitelínica e embrião, além de verificar a presença de batimentos cardíacos, diferenciando ameaça de aborto de outras condições.

Como a dosagem de beta-hCG sérico auxilia na avaliação de uma gestação com sangramento?

A dosagem seriada de beta-hCG ajuda a monitorar a evolução da gestação. Em uma ameaça de aborto, os níveis podem estar normais ou subindo adequadamente, enquanto em abortos incompletos ou gestações não evolutivas, os níveis podem estar estagnados ou em queda.

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