FBHC - Fundação de Beneficência Hospital de Cirurgia (SE) — Prova 2021
Clinicamente, a ameaça de abortamento caracteriza-se por:
Ameaça de abortamento → sangramento vaginal + dor abdominal + colo uterino fechado.
A ameaça de abortamento é caracterizada pela presença de sangramento vaginal e/ou dor abdominal tipo cólica, mas com o colo uterino ainda fechado, sem sinais de dilatação ou esvaecimento. Isso indica que a gravidez ainda pode ser viável, diferenciando-a do abortamento inevitável ou em curso.
A ameaça de abortamento é uma condição comum que afeta cerca de 20-25% das gestações no primeiro trimestre, sendo a principal causa de sangramento vaginal nesse período. Sua importância clínica reside na necessidade de um diagnóstico preciso para diferenciar de outras causas de sangramento e para orientar a conduta adequada, visando a manutenção da gestação. É um tema frequente em provas de residência e na prática obstétrica. A fisiopatologia envolve diversas causas, desde alterações cromossômicas fetais até fatores maternos como deficiência de progesterona, infecções ou anomalias uterinas. O diagnóstico é clínico, baseado na tríade de sangramento vaginal, dor abdominal e, crucialmente, colo uterino fechado ao exame especular e toque vaginal. A ultrassonografia é essencial para confirmar a vitalidade embrionária/fetal e descartar gestação ectópica ou mola hidatiforme. O tratamento da ameaça de abortamento é primariamente de suporte, com repouso relativo e abstinência sexual. Em casos selecionados, a suplementação de progesterona pode ser considerada, embora sua eficácia seja debatida. O prognóstico é variável, com muitas gestações evoluindo normalmente, mas um risco aumentado de abortamento espontâneo, parto prematuro e restrição de crescimento fetal. O acompanhamento cuidadoso é fundamental.
Os sinais clássicos de ameaça de abortamento incluem sangramento vaginal de intensidade variável e dor abdominal tipo cólica, geralmente leve a moderada. É crucial que o colo uterino esteja fechado ao exame.
A principal diferença reside no estado do colo uterino. Na ameaça de abortamento, o colo está fechado, enquanto no abortamento em curso ou inevitável, o colo uterino já apresenta dilatação ou esvaecimento, indicando a progressão da perda gestacional.
A conduta inicial geralmente envolve repouso relativo, abstinência sexual e observação. Exames como ultrassonografia são fundamentais para avaliar a vitalidade fetal e descartar outras causas de sangramento.
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