Ameaça de Abortamento: Diagnóstico e Manejo Clínico

UFMA/HU-UFMA - Hospital Universitário da UFMA (MA) — Prova 2015

Enunciado

Paciente de 23 anos, gesta 4 P 0 A 3 (2 provocados e 1 espontâneo precoce), com 12 semanas de gestação, procura maternidade com queixas de sangramento vaginal moderado e dor tipo cólicas há cerca de 3 horas. Ao exame: volume uterino compatível com idade gestacional, colo uterino impérvio, com sangramento leve. Exame de ultrassom: vitalidade embrionária preservada. Qual o diagnóstico e a conduta?

Alternativas

  1. A) Abortamento incompleto / curetagem uterina.
  2. B) Ameaça de abortamento / internação hospitalar.
  3. C) Ameaça de abortamento / repouso e analgésico. 
  4. D) Abortamento inevitável / esvaziamento uterino por AMIU.
  5. E) Abortamento de repetição / progesterona natural vaginal.

Pérola Clínica

Sangramento + cólica + colo impérvio + vitalidade fetal preservada → Ameaça de abortamento. Conduta: repouso e analgésicos.

Resumo-Chave

Ameaça de abortamento é caracterizada por sangramento vaginal e/ou dor tipo cólica no primeiro trimestre, com colo uterino fechado e vitalidade embrionária preservada. A conduta inicial é expectante, com repouso relativo e sintomáticos, sem evidências de que o repouso absoluto ou progesterona previnam o aborto.

Contexto Educacional

A ameaça de abortamento é uma condição comum no primeiro trimestre da gestação, caracterizada por sangramento vaginal e/ou dor abdominal tipo cólica, sem dilatação do colo uterino e com vitalidade embrionária ou fetal preservada. É fundamental diferenciar esta condição de outros tipos de abortamento (inevitável, incompleto, completo, retido) e de outras causas de sangramento na gravidez, como gravidez ectópica ou lesões cervicais. A história clínica detalhada, exame físico (especialmente especular e toque vaginal para avaliar o colo) e ultrassonografia transvaginal são essenciais para o diagnóstico. A fisiopatologia da ameaça de abortamento pode envolver descolamento ovular, alterações hormonais ou outras causas ainda não totalmente elucidadas. O prognóstico é variável, e uma parcela significativa das gestações com ameaça de abortamento evolui favoravelmente. A conduta na ameaça de abortamento é geralmente expectante. Recomenda-se repouso relativo, abstinência sexual e uso de analgésicos para o controle da dor. Não há evidências científicas que suportem o uso de progesterona ou repouso absoluto para prevenir o aborto nesses casos. O acompanhamento ultrassonográfico é importante para reavaliar a vitalidade embrionária e a evolução do quadro.

Perguntas Frequentes

Quais são os critérios para diagnosticar ameaça de abortamento?

Os critérios incluem sangramento vaginal e/ou dor abdominal tipo cólica no primeiro trimestre, com colo uterino fechado e ultrassonografia mostrando saco gestacional e embrião com batimentos cardíacos presentes.

Qual a principal diferença entre ameaça de abortamento e abortamento inevitável?

Na ameaça de abortamento, o colo uterino está fechado e a vitalidade embrionária preservada. No abortamento inevitável, o colo está dilatado e há ruptura de membranas ou sangramento profuso, indicando que o aborto irá ocorrer.

O repouso absoluto é eficaz na prevenção do aborto em casos de ameaça?

Não há evidências científicas robustas que comprovem que o repouso absoluto previna o aborto em casos de ameaça. O repouso relativo e a abstinência sexual são geralmente recomendados, juntamente com o uso de analgésicos para as cólicas.

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