UFG/HC - Hospital das Clínicas da UFG - Goiânia (GO) — Prova 2022
Paciente com BHCG positivo, apresentando sangramento vaginal e dor em baixo-ventre. Ao toque, o canal endocervical está fechado. Com base nesses dados, o diagnóstico deve ser:
BHCG+, sangramento vaginal, dor leve, colo fechado → Ameaça de abortamento.
A ameaça de abortamento é caracterizada por sangramento vaginal e/ou dor abdominal em uma gestação confirmada, com o colo uterino ainda fechado e sem evidências de expulsão de produtos da concepção. É um diagnóstico de exclusão e requer acompanhamento para monitorar a viabilidade da gravidez.
A ameaça de abortamento é uma das intercorrências mais comuns no primeiro trimestre da gravidez, afetando cerca de 20-25% das gestações. É uma condição que gera grande ansiedade nas pacientes e exige um manejo cuidadoso e empático por parte dos profissionais de saúde. Para residentes em Ginecologia e Obstetrícia, o domínio do diagnóstico diferencial e da conduta é fundamental para otimizar os desfechos gestacionais. A fisiopatologia da ameaça de abortamento é multifatorial, podendo envolver alterações hormonais (insuficiência de progesterona), anomalias cromossômicas, infecções, ou problemas de implantação. O diagnóstico é clínico, baseado na tríade de BHCG positivo, sangramento vaginal e dor em baixo-ventre, com o achado crucial de colo uterino fechado ao exame especular e toque vaginal. A ultrassonografia é essencial para confirmar a vitalidade embrionária/fetal e excluir outras causas de sangramento, como gravidez ectópica ou mola hidatiforme. O tratamento da ameaça de abortamento é primariamente de suporte, incluindo repouso relativo e abstinência sexual. A suplementação com progesterona pode ser considerada em casos específicos, especialmente em pacientes com histórico de abortamento de repetição ou deficiência comprovada. O prognóstico é variável; cerca de 50% das gestações com ameaça de abortamento progridem para um parto a termo. Pontos de atenção incluem o aconselhamento da paciente sobre os sinais de alerta de piora do quadro e a importância do acompanhamento contínuo.
Os critérios incluem sangramento vaginal de intensidade variável, dor abdominal leve a moderada (tipo cólica), em uma gestação confirmada (BHCG positivo), e o achado mais importante ao exame físico é o colo uterino fechado.
A conduta inicial envolve repouso relativo, abstinência sexual, e acompanhamento rigoroso com ultrassonografia para avaliar a vitalidade e o desenvolvimento embrionário/fetal, além de dosagens seriadas de BHCG. O uso de progesterona pode ser considerado em casos selecionados.
A diferenciação é feita principalmente pelo exame físico (especialmente o toque vaginal para avaliar o colo uterino) e ultrassonografia. Abortamento inevitável ou incompleto apresentam colo aberto ou passagem de tecido. Gravidez ectópica pode ter colo fechado, mas com dor mais intensa e sinais de instabilidade hemodinâmica, além de achados ultrassonográficos específicos.
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