UERN - Universidade do Estado do Rio Grande do Norte — Prova 2021
A.C.N., 23 anos, G1 P0 A0, gestante no curso da 5º semana, comparece à Unidade Básica de Saúde (UBS) referindo dor pélvica discreta e sangramento transvaginal em dedo de luva (discreto). De acordo com o caso o que podemos AFIRMAR:
Sangramento discreto + dor pélvica leve no 1º trimestre → USG transvaginal para avaliar vitalidade fetal.
Em casos de sangramento vaginal e dor pélvica discreta no primeiro trimestre, a principal conduta inicial é a realização de ultrassom transvaginal para avaliar a presença de saco gestacional, embrião e, crucialmente, a atividade cardíaca fetal. A presença de batimentos cardiofetais e um embrião viável geralmente tranquiliza a paciente e indica uma ameaça de abortamento, que pode ser manejada com repouso e sintomáticos, com bom prognóstico.
O sangramento vaginal no primeiro trimestre da gestação é uma queixa comum, afetando cerca de 20-30% das gestações. Embora possa ser um sinal de complicação, como abortamento ou gravidez ectópica, muitas vezes é autolimitado e a gestação prossegue normalmente. A avaliação inicial é crucial para diferenciar condições benignas de emergências obstétricas. A fisiopatologia do sangramento pode variar desde o descolamento ovular, implantação, até causas cervicais. A dor pélvica associada pode indicar contrações uterinas, distensão ou outras patologias. O diagnóstico diferencial é amplo e inclui ameaça de abortamento, abortamento em curso, abortamento retido, gravidez ectópica e doença trofoblástica gestacional. A conduta inicial deve sempre incluir a avaliação da estabilidade hemodinâmica da paciente e a realização de um ultrassom transvaginal. Se houver embrião com batimentos cardíacos, a conduta é expectante, com repouso relativo, abstinência sexual e sintomáticos, além do acompanhamento pré-natal. A ausência de batimentos ou gestação ectópica exigirá intervenções específicas.
As causas mais comuns incluem ameaça de abortamento, abortamento incompleto ou retido, gravidez ectópica, doença trofoblástica gestacional e sangramentos cervicais benignos.
O ultrassom transvaginal é crucial para confirmar a localização da gestação (intra ou extrauterina), avaliar a presença e vitalidade do embrião/feto, e identificar possíveis causas do sangramento, como descolamento ovular.
A AMIU é indicada para abortamento incompleto ou retido, após confirmação ultrassonográfica da ausência de vitalidade fetal e/ou retenção de produtos da concepção, e quando não há contraindicações.
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