UNIFESP/EPM - Universidade Federal de São Paulo - Escola Paulista de Medicina — Prova 2022
Primigesta, 10 semanas de gestação, refere sangramento vaginal. Relata náuseas e mamas aumentadas e doloridas há 5 semanas. Exame físico: bom estado geral, normotensa, útero amolecido e aumentado 2 vezes, colo impérvio, com sangramento em pequena quantidade. Ultrassonografia: concepto com comprimento cabeça-nádegas (CCN) compatível com a idade gestacional menstrual, vitalidade preservada, BCF 114 bpm, área de descolamento ovular com 2 cm. Qual é a conduta mais adequada?
Ameaça de abortamento (sangramento + colo fechado + vitalidade fetal) → repouso relativo + analgésicos para cólica. Progesterona pode ser considerada, mas não é a 1ª conduta universal.
O quadro de sangramento vaginal no primeiro trimestre com colo uterino fechado e vitalidade fetal preservada, mesmo com descolamento ovular, caracteriza uma ameaça de abortamento. A conduta inicial é conservadora, focando em repouso relativo e manejo sintomático.
A ameaça de abortamento é uma das intercorrências mais comuns no primeiro trimestre da gestação, caracterizada por sangramento vaginal de intensidade variável, acompanhado ou não de cólicas, mas com o colo uterino fechado e a vitalidade fetal preservada. Estima-se que ocorra em cerca de 20-25% das gestações, e aproximadamente metade desses casos evolui para abortamento espontâneo. O diagnóstico é clínico e ultrassonográfico. A presença de sangramento, a ausência de dilatação cervical e a visualização de um embrião ou feto com batimentos cardíacos são os pilares. A ultrassonografia também pode identificar a presença de descolamento ovular, que é a separação da membrana coriônica do endométrio, uma causa comum de sangramento nessa fase. A conduta para a ameaça de abortamento é predominantemente conservadora. O repouso relativo, a abstinência sexual e o uso de analgésicos para controle da dor são as recomendações mais aceitas. Embora o uso de progesterona seja debatido, sua eficácia não é universalmente comprovada para todos os casos. O acompanhamento rigoroso da gestante, com reavaliações clínicas e ultrassonográficas, é fundamental para monitorar a evolução e garantir o melhor desfecho possível.
A ameaça de abortamento é caracterizada por sangramento vaginal no primeiro trimestre, com colo uterino fechado, útero compatível com a idade gestacional e vitalidade fetal preservada (presença de batimentos cardíacos fetais).
A conduta inicial inclui repouso relativo, abstinência sexual e uso de analgésicos para controle de cólicas. O monitoramento da vitalidade fetal e a reavaliação clínica são essenciais.
O uso de progesterona em ameaça de abortamento é controverso e não é uma indicação universal. Pode ser considerada em casos específicos, como deficiência de progesterona comprovada ou histórico de abortos de repetição, mas não é a primeira linha para todos os casos.
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