IOG - Instituto de Olhos de Goiânia — Prova 2020
Paciente de 21 anos, sem comorbidades, primigesta, 9 semanas de amenorreia, beta HCG positivo, ainda sem ultrassom. Comparece ao pronto-atendimento com queixa de sangramento vaginal em pequena quantidade, cólicas leves, nega febre. Ao exame, paciente em bom estado geral, PA 100x60 mmHg, FC 90 bpm, exame especular sem sinais de sangramento ativo no momento do exame, colo uterino com orifício externo fechado. O quadro clínico descrito é compatível com qual das seguintes alternativas?
Sangramento + cólica leve + colo fechado em <20 semanas = Ameaça de abortamento.
A ameaça de abortamento é caracterizada por sangramento vaginal e/ou cólicas leves no primeiro trimestre, com o colo uterino fechado e sem perda de material ovular. É um diagnóstico de exclusão que exige acompanhamento para verificar a vitalidade fetal.
A ameaça de abortamento é uma das complicações mais comuns no primeiro trimestre da gravidez, afetando cerca de 20-25% das gestações. É definida pela presença de sangramento vaginal e/ou cólicas leves antes da 20ª semana de gestação, com o colo uterino fechado e sem evidências de perda de produtos da concepção. Embora o prognóstico seja incerto, muitas dessas gestações progridem normalmente, tornando o diagnóstico diferencial e o manejo adequados cruciais para a tranquilidade da paciente e a preservação da gravidez. O diagnóstico da ameaça de abortamento é clínico, baseado na história de sangramento e cólicas, e no exame físico que revela um colo uterino fechado. É essencial realizar uma ultrassonografia transvaginal para confirmar a vitalidade fetal, avaliar a localização da gestação (descartando gravidez ectópica) e identificar possíveis causas do sangramento, como descolamento corioamniótico. A dosagem seriada de beta-HCG pode auxiliar na avaliação da evolução da gestação, embora a ultrassonografia seja o método mais definitivo. O tratamento da ameaça de abortamento é conservador e visa o repouso físico e sexual, além de suporte emocional à paciente. Não há evidências robustas que comprovem a eficácia de progesterona ou outras intervenções para manter a gravidez, mas o acompanhamento rigoroso é fundamental. É importante orientar a paciente sobre os sinais de alerta para um possível agravamento do quadro, como aumento do sangramento ou da intensidade das cólicas, que poderiam indicar a progressão para um abortamento inevitável ou em curso.
A ameaça de abortamento manifesta-se por sangramento vaginal de pequena a moderada quantidade, geralmente de cor vermelho vivo ou amarronzado, acompanhado ou não de cólicas leves. O colo uterino deve estar fechado ao exame especular e toque vaginal.
A principal diferença reside no estado do colo uterino e na presença de perda de tecido. Na ameaça de abortamento, o colo está fechado e não há perda de material ovular. Em abortamentos incompletos ou em evolução, o colo está aberto e pode haver eliminação de tecidos.
A conduta inicial inclui repouso relativo, abstinência sexual, e acompanhamento rigoroso. É fundamental solicitar ultrassonografia para avaliar a vitalidade fetal, localização da gestação e descartar outras causas de sangramento, como descolamento ovular.
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