SMS João Pessoa - Secretaria Municipal de Saúde de João Pessoa (PB) — Prova 2024
Gesta I para 0, refere amenorreia de 5, 3 semanas, deu entrada na triagem da Maternidade com sangramento vaginal de pequena intensidade e pouca dor em cólica. Ao exame: O útero encontra-se aumentado de volume e o orifício cervical interno fechado. Realizou USG endovaginal, antes da consulta, que mostrou saco gestacional com 10 mm de diâmetro médio, vesícula vitelina visualizada, de aspecto regular, e ausência de eco embrionário identificável e pequeno hematoma subcoriônico, ocupando 10% do saco gestacional. A hipótese diagnóstica mais provável e a orientação adequada são:
Sangramento/cólica leve + colo fechado + USG compatível com IG → Ameaça de abortamento.
A ameaça de abortamento é caracterizada por sangramento vaginal e/ou dor em cólica no início da gestação, com o colo uterino fechado e ultrassonografia mostrando gestação viável ou compatível com a idade gestacional, sem sinais de abortamento inevitável ou incompleto.
A ameaça de abortamento é uma das intercorrências mais comuns no primeiro trimestre da gravidez, caracterizada por sangramento vaginal e/ou dor em cólica, sem dilatação cervical ou expulsão de produtos da concepção. É fundamental diferenciá-la de outros tipos de abortamento para um manejo adequado e para tranquilizar a paciente. A prevalência pode chegar a 20-25% das gestações iniciais, e muitas delas evoluem para uma gestação a termo. O diagnóstico baseia-se na história clínica, exame físico e ultrassonografia transvaginal. A presença de sangramento e/ou cólica, com o orifício cervical interno fechado, é crucial. A ultrassonografia deve confirmar a gestação intrauterina e a vitalidade embrionária/fetal, se compatível com a idade gestacional. No caso da questão, com 5,3 semanas, um saco gestacional de 10 mm com vesícula vitelina e ausência de eco embrionário é um achado normal, pois o embrião geralmente é visível a partir de 6 semanas ou quando o saco atinge 25 mm. Um pequeno hematoma subcoriônico é um achado comum e nem sempre indica mau prognóstico. A conduta para a ameaça de abortamento é conservadora, visando a manutenção da gestação. Inclui repouso relativo (evitar esforços físicos), abstinência sexual e acompanhamento ultrassonográfico seriado para monitorar a evolução da gestação e a vitalidade fetal. Não há evidências robustas para o uso de progesterona em todos os casos, mas pode ser considerada em situações específicas. É vital educar a paciente sobre os sinais de alerta e a importância do acompanhamento.
Os critérios incluem sangramento vaginal e/ou dor em cólica no primeiro trimestre, com o colo uterino fechado e ultrassonografia que demonstra uma gestação intrauterina viável ou compatível com a idade gestacional, sem sinais de abortamento em curso.
A conduta inclui repouso relativo, abstinência sexual e acompanhamento com ultrassonografias seriadas para avaliar a evolução da gestação e a vitalidade embrionária/fetal.
Hematomas subcoriônicos pequenos, especialmente aqueles que ocupam menos de 20% do saco gestacional, são comuns e geralmente não estão associados a um mau prognóstico, podendo ser reabsorvidos espontaneamente.
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