ENARE/ENAMED — Prova 2021
Paciente, 20 anos, primigesta, idade gestacional com 8 semanas, vem ao pronto-atendimento queixando-se de sangramento vaginal de pequena quantidade com início há 1 dia. O exame físico evidencia sangue em fundo de saco e toque vaginal com colo impérvio. Ultrassom mostra embrião único, vivo e hematoma pós-descolamento de cerca de 20% do saco gestacional. A conduta diante do caso clínico é
Sangramento 1º trimestre + colo impérvio + embrião vivo + hematoma < 50% = Ameaça de abortamento → Conduta expectante.
A presença de sangramento vaginal no primeiro trimestre, com colo uterino impérvio e embrião vivo, é característico de uma ameaça de abortamento. Quando há um hematoma subcoriônico de pequena proporção (<50% do saco gestacional), a conduta expectante é geralmente a mais indicada, pois muitos casos evoluem favoravelmente.
A ameaça de abortamento é uma das intercorrências mais comuns no primeiro trimestre da gestação, caracterizada por sangramento vaginal com colo uterino fechado e vitalidade embrionária preservada. É crucial diferenciar essa condição de outras causas de sangramento, como aborto inevitável ou incompleto, que apresentam colo uterino aberto ou alterações na vitalidade. A epidemiologia mostra que até 25% das gestações podem apresentar algum sangramento no primeiro trimestre, e cerca de metade dessas evolui para aborto. O diagnóstico é feito pela combinação de exame clínico (toque vaginal para avaliar o colo) e ultrassonografia transvaginal para confirmar a vitalidade embrionária e a presença de descolamentos. A fisiopatologia do hematoma subcoriônico envolve o acúmulo de sangue entre o córion e o decídua, que pode ou não comprometer a gestação. A conduta expectante é a mais adequada para a maioria dos casos de ameaça de abortamento com embrião vivo e colo impérvio, especialmente quando o hematoma é pequeno. O repouso, embora frequentemente recomendado, não tem evidências robustas de melhora do prognóstico. O acompanhamento ultrassonográfico é fundamental para monitorar a evolução do hematoma e a vitalidade embrionária. O prognóstico é geralmente bom para hematomas pequenos, com muitos casos resolvendo espontaneamente.
A ameaça de abortamento é caracterizada por sangramento vaginal no primeiro trimestre, com colo uterino fechado (impérvio) e presença de vitalidade embrionária ou fetal confirmada por ultrassonografia.
A conduta expectante é indicada quando o embrião está vivo, o colo uterino está impérvio e o sangramento é de pequena a moderada quantidade, especialmente se o descolamento ovular (hematoma subcoriônico) for pequeno, como menos de 50% do saco gestacional.
O uso de progesterona pode ser considerado em casos específicos de ameaça de abortamento, especialmente em pacientes com histórico de abortos de repetição ou deficiência de progesterona, mas não é uma conduta universal de primeira linha para todos os casos.
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