FMJ - Faculdade de Medicina de Jundiaí - Hospital Universitário (SP) — Prova 2020
Primigesta, com idade gestacional de 13 semanas datada pela DUM, procurou pronto-socorro com queixa de sangramento vaginal. Ao exame: útero com tamanho compatível para 13 semanas, colo epitelizado, discreto sangramento coletado em fundo vaginal, sem sangramento ativo, colo impérvio e batimentos cardíacos fetais presentes de 160 bpm. O diagnóstico mais provável e a conduta são:
Ameaça de abortamento = sangramento vaginal + colo impérvio + BCF presentes. Conduta: repouso e abstinência sexual.
A ameaça de abortamento é caracterizada por sangramento vaginal no primeiro ou segundo trimestre, sem dilatação cervical e com vitalidade fetal preservada. A conduta é expectante, com orientações sobre repouso relativo e abstinência sexual, sem necessidade de internação ou intervenções invasivas.
A ameaça de abortamento é uma das causas mais comuns de sangramento vaginal no primeiro e início do segundo trimestre, afetando cerca de 20-25% das gestações. É crucial para o residente saber diferenciar essa condição de outras causas mais graves de sangramento, como abortamento em curso, abortamento retido ou gravidez ectópica, para evitar intervenções desnecessárias e tranquilizar a paciente. A fisiopatologia envolve um desequilíbrio entre os fatores que mantêm a gestação e aqueles que podem levar à sua interrupção, muitas vezes sem uma causa clara. O diagnóstico é clínico, baseado na queixa de sangramento, exame físico que revela colo impérvio e útero compatível com a idade gestacional, e ultrassonografia que confirma a vitalidade fetal. A presença de batimentos cardíacos fetais é um fator prognóstico favorável. O tratamento da ameaça de abortamento é primariamente de suporte, com orientações para repouso relativo e abstinência sexual. Não há evidências robustas que suportem o uso rotineiro de progesterona ou outras medicações. O prognóstico é geralmente bom, com a maioria das gestações evoluindo normalmente, mas um pequeno percentual pode progredir para abortamento. É fundamental o acompanhamento e reavaliação da paciente.
A ameaça de abortamento se manifesta por sangramento vaginal de intensidade variável, geralmente indolor ou com cólicas leves, com o colo uterino fechado e batimentos cardíacos fetais presentes.
A conduta inicial é conservadora, incluindo repouso relativo, abstinência sexual e observação. Não há indicação de internação ou intervenções invasivas se a vitalidade fetal estiver preservada.
A principal diferença é o estado do colo uterino: na ameaça de abortamento, o colo está fechado (impérvio), enquanto no abortamento em curso, o colo está aberto (pérvio) e há eliminação de produtos da concepção.
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